Taline Oppitz

2026 já chegou

LDO para o ano que vem foi aprovada sem sobressaltos nesta terça-feira; as eleições de 2026 já começam a contaminar o debate político

Matéria foi aprovada por unanimidade no plenário
Matéria foi aprovada por unanimidade no plenário Foto : Marcelo Oliveira/ALRS/CP

A sessão plenária desta terça-feira, na Assembleia, na qual foi aprovada a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), cumpriu todo o script previsto. O texto estabelece as linhas gerais que irão nortear a elaboração do Orçamento-Geral do Estado para 2026, que será o último do segundo mandato de Eduardo Leite (PSD).

A proposta foi aprovada com margem, sem sobressaltos, após uma sucessão de manifestações de parlamentares da esquerda, que se revezaram na tribuna. A estratégia, que é uma praxe, reforça os discursos, mas não muda o placar. O líder do governo, Frederico Antunes (PP), como sempre, assumiu a linha de frente e rebateu as investidas da oposição.

Ontem, ele acabou contando com reforços em função da contaminação eleitoral dos ataques, que envolveram não apenas as duas gestões de Leite, mas também, e não por acaso, a do antecessor José Ivo Sartori, do MDB, partido do vice-governador Gabriel Souza.

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O emedebista, que chegará a eleição de 2026 como titular no Piratini, foi escolhido para representar e defender a administração. Os governos Tarso Genro e Lula também não passaram batidos.

A antecipação da campanha do ano que vem, em parte, se deve à filiação de Leite ao PSD, oficializada em maio, em São Paulo, e à atuação de pré-candidato nacional do ex-tucano, especialmente a partir da data.

As agendas e falas de Leite, e de Gabriel Souza, que passou a ganhar ainda mais destaque, tiveram impacto bem mais amplo do que nas questões internas dos partidos diretamente envolvidos. Além dos adversários à esquerda e à direita, caso do PL, que lançou Luciano Zucco ao governo, partidos da base também começaram a se movimentar.