A semana será movimentada. Além de uma série de movimentos que serão colocados em prática na Câmara dos Deputados ainda em torno da pauta da anistia, o campo político eleitoral também estará agitado.
Nesta terça-feira, deve ser anunciada a formação da federação entre o União Brasil e o PP, compondo a maior força política do Congresso.
No mesmo dia, pela manhã, o comando nacional do PSDB irá se reunir. A intenção é a de bater o martelo em relação à fusão com o Podemos, que também deve realizar encontro da cúpula partidária no mesmo dia.
Ao longo do fim de semana, segundo lideranças nacionais, foi mantida a tendência de êxito da fusão. Confirmado o cenário, além de movimentos para tentar impedir uma debandada de lideranças do novo partido, será intensificada articulação para a formação de federação com o Solidariedade.
Dirigentes tucanos ainda trabalham e têm esperança de que o governador Eduardo Leite permaneça no partido, que ganhará fôlego com a fusão. Se ficar, Leite terá a pré-candidatura ao Planalto garantida.
Por ora, no entanto, estaria mantida a intenção de o ingresso no PSD, de Gilberto Kassab. Uma das promessas de Kassab é a de que Leite irá assumir o comando do PSD no Rio Grande do Sul.
No partido, porém, a disputa possível para o governador gaúcho em 2026 é por uma das duas vagas que estarão em jogo no Senado.
O pré-candidato do partido à presidência da República é o governador do Paraná, Ratinho Júnior. Mas tudo pode mudar, dependendo de outras peças do tabuleiro. Entre elas, quem terá o apoio de Jair Bolsonaro (PL), qual será o papel do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e como estará a avaliação positiva e a aprovação do governo Lula (PT).
