Taline Oppitz

Anistia: PT irá cobrar compromisso de Hugo Motta e Davi Alcolumbre

Barrar o projeto de anistia foi uma das condições impostas pelo PT para apoiar Hugo Motta e Davi Alcolumbre

"Nós iremos cobrar esse compromisso firmado”, disse Humberto Costa ao programa Esfera Pública
"Nós iremos cobrar esse compromisso firmado”, disse Humberto Costa ao programa Esfera Pública Foto : Roberto Stuckert / CP Memória

Em meio às articulações e pressões, especialmente do PL, pela aprovação da proposta de anistia aos presos do 8 de janeiro, lideranças do PT irão cobrar promessa que teria sido feita durante as negociações das sucessões aos comandos da Câmara e do Senado.

O presidente nacional interino do PT, senador Humberto Costa, afirmou que não levar a anistia adiante foi um dos termos das negociações que visavam o apoio das bancadas de deputados federais e senadores do PT, às eleições de Hugo Motta (Republicanos) e de Davi Alcolumbre (União Brasil), para as presidência da Câmara e do Senado, respectivamente.

"Nós iremos cobrar esse compromisso firmado”, disse Humberto Costa, nesta sexta-feira, durante entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba.

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O senador ponderou, no entanto, que no caso de eventual avanço e aprovação da matéria pelo Congresso, ela certamente acabará no Supremo Tribunal Federal, que deve julgá-la inconstitucional, considerando os resultados dos julgamentos dos envolvidos no episódio do 8 de janeiro.

Humberto Costa desembarcou na quinta-feira à noite, em Porto Alegre, para participar de reuniões de análise das conjunturas nacional e local, com o diretório do PT gaúcho.

Em meio a uma série de iniciativas visando reação à crise na popularidade e na avaliação positiva de Lula, o governo irá encampar uma bandeira, que já está em pauta, e será adaptada para ganhar o apoio formal: a redução da jornada de trabalho.

Segundo Humberto Costa, a pauta, aliada à ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, estarão entre as principais apostas do Executivo para tentar, nos próximos meses, recuperar a popularidade perdida.

Questionado sobre a dificuldade do PT de encontrar um candidato competitivo para a sucessão de Lula, caso ele não concorra, o dirigente citou os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Educação, Camilo Santana, como alternativas.