Política

Genial/Quaest: Lula mantém preferência para as eleições de 2026

Mesmo com queda na popularidade, presidente segue à frente em simulações de segundo turno com oito diferentes adversários

Lula aparece com a preferência do eleitorado numa disputa à reeleição em 2026
Lula aparece com a preferência do eleitorado numa disputa à reeleição em 2026 Foto : Ricardo Stuckert / PR / CP

Apesar da queda significativa na popularidade, o presidente Lula (PT) se mantém competitivo para as eleições de 2026, conforme pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 3. Os dados constituem a segunda parte do levantamento divulgado na quarta, com os índices de aprovação do governo. De acordo com a sondagem, Lula aparece à frente de todos os adversários em simulações de segundo turno.

Veja Também

O candidato mais competitivo contra o petista segue sendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível por ações que já tramitaram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na simulação entre os dois, há empate técnico, com vantagem para Lula. Ele marca 44% e Bolsonaro 40%. Brancos, nulos e os que responderam que não vão votar correspondem a 13%. Indecisos são 3%. A margem de erro estimada da pesquisa é de dois pontos percentuais.

| Foto:

Ao todo, a Quaest simulou cenários com oito diferentes adversários para Lula. Contra Michele Bolsonaro, o petista marca os mesmos 44% e, a ex-primeira-dama, 38%. Contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o placar é 43% a 37%. Em disputa com o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), o presidente faz 42% e, o governador, 35%.

Em cenário com Pablo Marçal (PRTB), o placar é de 44% a 35%. Marçal foi declarado inelegível pela justiça eleitoral em fevereiro, mas cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SP). Do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que se licenciou do mandato e está morando nos Estados Unidos, Lula vence por 45% a 34%. Em eventual segundo turno com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), os números são 43% a 31%. E contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), Lula faz 44% e Caiado 30%. Caiado está inelegível, após decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás de dezembro. Mas, no seu caso, também cabem recursos.

| Foto:

Enquanto Lula mantém praticamente o mesmo percentual de intenções de voto (entre 43% e 45%) em todos os cenários, o número de brancos, nulos e dos que não vão votar varia dos 13% na simulação com Bolsonaro até 22%, quando o adversário é Caiado. Eles representam 15% em embate do presidente com Michele, 16% quando o nome é Tarcísio, 19% com Ratinho Júnior, 17% com Marçal e Eduardo Bolsonaro, e 21% com Zema.

| Foto:

Apesar de Lula manter o favoritismo, as diferenças entre seus números e de alguns dos adversários, como Tarcísio, Caiado e Zema, diminuíram na comparação com a última pesquisa da Quaest com cenários, realizada em janeiro. Além disso, o percentual de entrevistados que respondeu que Lula não deve se candidatar à reeleição em 2026 subiu de 52%, em dezembro de 2024, para 62% agora. A rejeição ao presidente, que era de 44% em dezembro, passou para 49% em janeiro e agora marcou 55%.

Na outra ponta, quando questionados sobre quem deve ser o candidato do campo político da direita caso Bolsonaro não concorra, 15% responderam que deve ser Tarcísio, 14% Michele, 11% Marçal, e 9% Ratinho Júnior. Eduardo Bolsonaro, Zema e Caiado marcaram 4%. É a única questão na qual aparece o nome do governador gaúcho, Eduardo Leite (PSDB), que trabalha para ingressar na corrida presidencial: 3% dos entrevistados responderam que ele deve ser o representante da direita caso Bolsonaro não dispute a eleição.

A pesquisa mostra ainda a continuidade da divisão política do país em três grandes grupos: um terço se diz bolsonarista ou de direita, um terço se considera petista ou de esquerda e um terço informa que não tem posição política definida. No detalhamento, 33% informam que não tem posicionamento; 21% dizem que não são bolsonaristas, mas se declaram mais à direita; 19% se identificam como petistas/lulistas; 12% como não petistas/lulistas, mas mais à esquerda; e outros 12% como bolsonaristas.

Esta é a segunda vez neste ano em que ocorre uma coincidência de datas entre a divulgação de levantamentos da Quaest e anúncios importantes do governo federal, que hoje realiza um grande evento de balanço dos dois primeiros anos de mandato. No mês passado, uma sondagem da empresa com agentes financeiros foi divulgado no dia da reunião do Banco Central sobre o aumento da taxa básica de juros, e um dia após o governo federal ter enviado ao Congresso a proposta com as mudanças para o imposto de renda.

A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 31 de março, com pessoas de 16 anos ou mais. Foram feitas 2.004 entrevistas face a face, através da aplicação de questionários estruturados. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A Quaest é uma empresa de inteligência de dados. A corretora de investimentos digital Genial Investimentos é controlada pelo banco Genial.