Taline Oppitz

Ato será marco para PSD no Rio Grande do Sul e mostra potencial de Eduardo Leite

Evento festivo promete atrair lideranças de outros partidos para a sigla

Governo estima que reajuste terá impacto de R$ 55,9 milhões até o fim do ano
Governo estima que reajuste terá impacto de R$ 55,9 milhões até o fim do ano Foto : João Pedro Rodrigues/Secom/CP

São grandes as mobilizações e as expectativas em torno do ato festivo de filiações ao PSD, neste sábado, às 9h, em Porto Alegre. O evento terá como palco o Teatro da Amrigs e promete reunir nomes como o presidente nacional, Gilberto Kassab, além de lideranças do PSD de outros estados. O governador Eduardo Leite, que se filiou em maio, em São Paulo, será uma das estrelas do encontro, organizado também para mostrar seu potencial como articulador e sua força política.

Nesta sexta-feira, lideranças foram recepcionadas em um jantar no espaço de eventos Vista Pontal, no bairro Cristal. Chamado de “Grande ato de filiações no RS”, o evento desta sábado será uma espécie de parcial do que está por vir. O principal impacto será para o PSDB, que, segundo estimativas de articuladores, deve perder, de uma única vez, cerca de 25 de seus 30 prefeitos no Estado. Entre eles, os eleitos em cidades estratégicas como Santa Maria, Caxias do Sul, Gravataí e Viamão.

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O tamanho da desidratação que será gerada no PSDB, porém, somente será efetivamente conhecido na janela do troca-troca partidário, em abril de 2026, período em que deputados federais e estaduais podem mudar de partido sem correr o risco de perda de mandato. São esperadas ainda filiações de lideranças de outros partidos.

Atualmente, no Rio Grande do Sul, além do governador, o PSD tem um deputado federal, um deputado estadual e 12 prefeitos. Cenário que começará a ser efetivamente modificado a partir deste sábado. O objetivo dos protagonistas envolvidos, capitaneados por Leite, que tenta se viabilizar como um player do partido nacionalmente, é tornar o PSD uma das forças relevantes no cenário político gaúcho.

Convites e conversas são parte do jogo

Ex-tucanos já filiados ao PSD, rechaçam as críticas de assédio a lideranças do PSDB. Argumentam que as conversas e convites fazem parte do jogo e da democracia.