Em meio à estiagem, que em mais um ano assola o Rio Grande do Sul, colocando cerca de 300 municípios gaúchos em situação de emergência, mais um temporal castigou Porto Alegre e cidades do Interior. Desta vez, assim como em outros casos recentes, não faltaram alertas antecipados da Defesa Civil e dos institutos de meteorologia.
E mais uma vez, o caos se instalou em pouco tempo. É claro que a força do vento e a grande quantidade de chuva em curtos intervalos, inevitavelmente, irão provocar estragos.
Agora, até quando agentes públicos - e privados - tentarão justificar a escancarada ausência de ações preventivas? Até quando sentiremos, na prática, a fragilidade e ineficácia de iniciativas tomadas até aqui?
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O contexto de Porto Alegre não foi exclusivo, mas acaba sendo simbólico. Não apenas por ser a Capital do Estado, mas porque, após alguns episódios, especialmente o da inundação histórica de maio de 2024, ficaram evidentes falhas técnicas e de gestão em áreas estratégicas que se não tivessem ocorrido, poderiam ter reduzido o número de emergências.
Parte delas envolvem a chamada zeladoria, uma das bandeiras do prefeito Sebastião Melo (MDB). A tragédia não seria evitada, mas poderia ter sido minimizada. Os eventos climáticos estão cada vez mais frequentes. E mais severos.
No Rio Grande do Sul, no Brasil e no mundo. Se não houver readequação, a natureza seguirá nos mostrando o nosso tamanho.
