Após muitas expectativas e mais de um mês após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado a sobretaxa aos produtos importados brasileiros em 50%, o governo federal anunciou o plano “Brasil Soberano”. O pacote reúne uma série de medidas de apoio ao setor produtivo afetado pela sobretaxação.
O apoio prevê R$ 30 bilhões em créditos e medidas de proteção às empresas e trabalhadores. O anúncio feito pelo presidente Lula é uma reação efetiva de enfrentamento ao impacto provocado pelas medidas do governo norte-americano.
Isso porque houve pouco avanço nas negociações tanto no campo diplomático como no político. Pelas declarações feitas pelo presidente, o impacto de tais medidas ainda é imprevisível vista a complexa engrenagem da economia. Porém, no campo político, Lula ganha fôlego, pelo menos no curto prazo.
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Inicialmente, o embate com o presidente americano refletiu positivamente, já que o petista começou a reverter a queda na popularidade. A questão é como será impacto da taxação no longo prazo.
As reações no campo econômico variaram. É apenas “remédio para a febre”, disse o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz. Segundo a Fiergs, as medidas dão fôlego às empresas, mas são insuficientes.
Para a Fiesp, pacote demonstra compromisso com defesa de setores produtivos. Já a oposição, como era esperado, foi taxativa ao chamar o pacote de “encenação”. Agora é com o Congresso Nacional.
