Taline Oppitz

‘Calma, muita calma nessa hora’, diz Leite sobre gastos

Fala do governador foi feita após o anúncio, na terça-feira, de que o ano tinha fechado com superávit de R$ 3,6 bilhões

Leite não esteve presente no balanço das finanças, mas esclareceu os números em vídeo nas redes sociais
Leite não esteve presente no balanço das finanças, mas esclareceu os números em vídeo nas redes sociais Foto : Mauricio Tonetto / Secom / CP

Uma das informações que marcou a semana foi a divulgação do balanço das finanças públicas do Rio Grande do Sul. O resultado apresentado foi o de que o Estado registrou pelo terceiro ano superávit. Em outras palavras, as contas fecharam no azul. A justificativa esteve fortemente ligada à renegociação da dívida com a União, a venda da Corsan e compensações do governo federal.

Nesta sexta-feira, o governador Eduardo Leite (PSDB), que não esteve no anúncio dos dados, tratou de esclarecer que o superávit de R$ 3,6 bilhões não representa liberdade para gastar. "Significa que a gente está rico, nadando em dinheiro e pode sair por aí gastando de maneira desenfreada em 2024? Calma pessoal, muita calma nessa hora", afirmou.

Isso porque o resultado positivo é fruto de uma série de medidas, como a privatização Corsan, que sozinha foi vendida por R$ 4,1 bilhões. Logo, sem essa operação, o superávit não teria sido atingido. E, no momento, o governo não tem outra Corsan à vista. Mas o recado mesmo deixado pelo governador soa mais como um "calma aí". Com salários defasados e expectativas de correções e aumentos, categorias se articulam para obter alguma melhoria salarial.

Ao mesmo tempo, há outra pressão simultânea. A dos empresários para barrar os decretos que preveem cortes nos incentivos fiscais. Será que há espaço para calma?

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Fala foi feita em vídeo nas redes sociais. Confira: