Taline Oppitz

Com formação de frente ampla, esquerda visa chegar ao 2º turno

Nas duas últimas eleições ao Piratini, o campo político ficou de fora da segunda etapa da disputa. Agora, oito partidos se uniram

Frente encabeçada por Juliana Brizola conta com oito partidos Foto: Reprodução/ Instagram / CP
Frente encabeçada por Juliana Brizola conta com oito partidos Foto: Reprodução/ Instagram / CP

Pré-candidata do PDT ao Piratini, Juliana Brizola recebe dirigentes e lideranças do PSol, nesta quarta-feira, às 13h30, na sede trabalhista. Nesta terça-feira, o PSol aprovou “apoio crítico” e irá integrar a chapa em torno de Juliana. No encontro, será entregue um documento com “os pontos programáticos mínimos” do PSol. Entre eles, a luta contra as privatizações no Estado, a valorização do serviço público e a atuação concreta na prevenção de desastres climáticos.

O apoio crítico indica que o PSol, em uma eventual vitória de Juliana, não deverá integrar a base ou indicar nomes para o governo. “Nosso compromisso é derrotar a extrema direita e, num primeiro momento, fazer com que a chapa chegue ao segundo turno. Mas sabemos que um governo do PDT não será dos trabalhadores nem de esquerda”, disse Roberto Robaina.

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Com o ingresso do PSol, que participará da majoritária com Manuela d’Ávila, pré-candidata ao Senado, ao lado de Paulo Pimenta (PT), e com Edegar Pretto (PT) na vice, foi formada a sonhada frente ampla de esquerda no Estado ainda no primeiro turno da eleição ao Piratini. Integram o grupo oito partidos: PDT, PT, PCdoB, PV, PSB, PSol, Rede e Avante. Nas duas últimas disputas ao governo gaúcho a esquerda ficou de fora do segundo turno. Em 2022, foram para a segunda etapa Eduardo Leite, que estava no PSDB, e Onyx Lorenzoni, candidato do PL. Em 2018, garantiram vaga no segundo turno o então governador José Ivo Sartori (MDB) e Eduardo Leite.