A posse do novo Congresso Nacional, nesta quarta-feira, com a renovação de parte da Câmara e a chegada de 27 novos senadores, pode ser considerado o dia “D” para o governo do presidente Lula (PT). Isso porque o Congresso pode ser o fiel da balança para auxiliar ou prejudicar. E não seria a primeira vez que isso ocorreria. O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sentiu o que é não ter uma boa interlocução com o Legislativo. É verdade que, ao contrário do seu antecessor, Lula já deixou claro que precisa do Congresso e fez vários acenos.
Apesar das posses, as atenções estarão mesmo é voltadas para a disputa pelas presidências das duas casas. No caso da Câmara, Arthur Lira (PP) está com o caminho aberto para a reeleição. E, se confirmada, sairá mais forte. Já no Senado a situação é um pouco diferente. Lula atua na reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD), enquanto que Bolsonaro tenta fortalecer a candidatura de Rogério Marinho (PL). O duelo beira um quase terceiro turno da eleição. A tendência é de vitória de Pacheco. Mas como o voto é secreto, é preciso esperar o resultado final.
Para além da escolha do presidente, o Senado, com o ingresso dos novos integrantes, terá uma “oposição” fortalecida contra Lula e inclusive a alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com a chegada do ex-vice-presidente Hamilton Mourão (RS), Sergio Moro (PR) e Damares Alves (DF), para citar alguns nomes. A ver.
