As primeiras semanas do segundo governo de Eduardo Leite (PSDB) têm sido pautadas pela preocupação com a situação financeira do Rio Grande do Sul. Esse discurso ficou evidente nos dois encontros desta terça-feira do governador com os deputados. E a previsão da queda acentuada da arrecadação associada à ausência de uma contrapartida fizeram com que, nos bastidores, aumentasse o alerta sobre a possibilidade de uma proposta de majoração de impostos.
Em resposta ao repórter Felipe Nabinger, no início da noite desta terça-feira, após encontro com o Cpers, Leite foi enfático: “Não estamos trabalhando na lógica de aumento de qualquer imposto. Estamos trabalhando com a realidade existente. Buscamos restabelecer de fato a condição anterior às leis complementares 192 e 194. Assim, o Estado volta a ter uma perspectiva financeira”, afirmou.
Pelas sinalizações de parlamentares, públicas e privadas, a majoração de impostos não encontraria terreno fértil na Assembleia. E as críticas não seriam poucas.
Vaias e aplausos
O início e o final da fala de Leite na tribuna foram marcados por vaias vindas da galeria de um grupo de merendeiras de escolas terceirizadas que estavam sem receber o salário. Ao conversar com a deputada Luciana Genro (PSol) sobre o protesto, Leite lembrou que o seu namorado, Thalis, foi terceirizado em um hospital e não recebeu os direitos após ser demitido. Ao subir na galeria, ele conversou com as funcionárias e prometeu providências. Saiu aplaudido.
Votações após o Carnaval na Assembleia
A primeira sessão deliberativa da Assembleia Legislativa ocorrerá no dia 28 de fevereiro, após o feriado de carnaval. Quatro proposições, sendo duas de origem parlamentar e duas da Mesa, estarão na pauta. Além disso foram discutidas mudanças nos formatos das sessões. A partir de março, as sessões das quartas-feiras, que ocorriam em formato híbrido, passam a ser apenas presenciais. Isso permitirá que além de terça-feira, possam ocorrer votações na quarta-feira.
