Estamos a menos de duas semanas do primeiro turno de mais uma campanha municipal atípica no Rio Grande do Sul. A primeira ocorreu em 2020, quando partidos e candidatos tiveram de reinventar a forma de fazer campanha em função das restrições impostas pela pandemia da Covid-19. Os desafios, há quatro anos, assim como agora no Estado, são mais amplos que a tradicional busca por votos.
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Em 2020, além das limitações físicas impostas pelo vírus, estavam em cena crises sanitária, econômica e social. A situação de hoje no Rio Grande do Sul guarda similaridades. A disputa está ocorrendo em meio aos desdobramentos de uma das maiores tragédias climáticas da história do país.
Como esperado, as enchentes são uma das pautas no centro dos debates e são exploradas por adversários de prefeitos nos exercícios dos mandatos e que buscam as reeleições. As investidas, assim como a necessidade de dar explicações, fazem parte do jogo. A superficialidade com a qual o evento, as ações preventivas e a pauta ambiental vêm sendo tratadas em alguns casos, não.
Mesmo diante da vulnerabilidade dos que perderam casas, empregos, pessoas e perspectivas, promessas vazias e mirabolantes são entoadas. Outras são simplesmente inatingíveis. A prática, condenável em qualquer eleição, se torna especialmente cruel. Ela amplia ainda a responsabilidade dos eleitores com a importância do direito e do dever que representa o voto.
