Uma série de movimentos de lideranças de diferentes partidos em torno de discussões sobre a realização de fusões e a formação de federações está em curso em Brasília. As motivações são distintas e envolvem a ampliação de representação e influência no Congresso, melhoria de desempenhos eleitorais e tentativas de evitar a extinção, risco de alguns partidos.
Criadas em setembro de 2021, em uma reforma eleitoral aprovada pelo Congresso e avalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal, as federações se tornaram uma dor de cabeça para partidos nas disputas do ano passado, primeiras eleições municipais sob a nova regra, que entrou em vigência em 2022, nas eleições gerais.
À época, três federações foram formadas e avalizadas. A que uniu PT, PCdoB e PV, a federação PSol e Rede, e a do PSDB com o Cidadania. Das três, uma já ruiu. No dia 16 deste mês, o diretório nacional do Cidadania decidiu, por unanimidade, não renovar a federação com o PSDB. A alegação foi de que a parceria resultou em desvantagem ao Cidadania, que viu sua representação ser reduzida nas prefeituras, câmaras, assembleias e no Congresso.
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Nas eleições municipais de 2024, os cenários peculiares nas cidades, em que as realidades políticas locais se impõem e não podem ser ignoradas, tornaram-se um dos principais problemas para dirigentes de partidos federados.
No Rio Grande do Sul, um dos casos envolveu justamente PSDB e Cidadania. Apesar de a união ter fluído bem em parte dos municípios do Interior, em outros as divergências acabaram levadas para o campo jurídico. A situação ficou ainda mais dramática devido à situação em Porto Alegre, onde a crise foi pública e levou os partidos a adotarem caminhos distintos já no primeiro turno.
