A Federasul divulgou, nesta quinta-feira, nota defendendo que o reajuste aplicado ao salário mínimo regional seja de 6,27%, mesmo índice concedido pelo governo do Estado aos servidores do magistério em fevereiro deste ano.
“Aplicar ao setor privado o mesmo índice de transferência aos servidores é sensato ”, disse o presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba. A decisão foi debatida e votada em reunião de quarta-feira, com a participação de representantes de diversos setores e regiões.
Sousa Costa contou que o governador Eduardo Leite (PSD) telefonou para ele, na segunda-feira, antes de encaminhar o projeto de reajuste do salário mínimo regional em 8%. "O governador me avisou, argumentou e explicou os motivos que levaram à decisão. Disse que apenas poderia me posicionar após tratar do tema em reunião na federação. E foi o que aconteceu", explicou.
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O dirigente destacou ainda que a possibilidade de retroatividade a 1º de maio, como reivindicar as centrais sindicais, é ainda mais cruel . "Precisamos de bom senso. Estamos ainda em recuperação após as enchentes".
Uma nota da Federasul, que historicamente defende a extinção do mínimo regional, será encaminhada ao governo do Estado e aos deputados, que serão procurados para conversas pessoais e individuais.
Em tempo: o percentual de 6,27% concedido aos servidores da educação aplicada no Rio Grande do Sul é relativo ao piso do magistério e foi definido em janeiro pelo Ministério da Educação.
O projeto de reajuste de 8% do salário mínimo regional será votado pelo plenário da Assembleia na próxima terça-feira, dia 3. O texto chegou à Casa na última segunda-feira, em regime de urgência. No dia seguinte, um acordo de líderes viabilizou a análise em tempo recorde.
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