A primeira semana desde a retomada dos trabalhos nas comissões da Câmara dos Deputados, após impasses e articulações em torno das presidências, foi marcada por uma série de requerimentos visando a participação de ministros de áreas distintas do governo.
Vinte e oito deles foram aprovados, envolvendo a participação de 13 ministros em reuniões e audiências públicas. As comissões, como de praxe, também serão palco para os embates entre oposição e situação, mas em um cenário ainda mais tensionado em função dos reflexos e desdobramentos da decisão da primeira turma do Supremo.
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Nesta quarta-feira, por unanimidade, os cinco ministros aceitaram a denúncia da Procuradoria-Geral da República, transformando Jair Bolsonaro em réu por tentativa de golpe de Estado. Entre os ministros convidados às comissões, estão os de áreas estratégicas, como o da Fazenda, Fernando Haddad, das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e da Justiça, Ricardo Lewandowski.
No caso de Lewandovski, apenas na Comissão de Segurança eram vários requerimentos solicitando esclarecimentos sobre a polêmica declaração de que “a polícia prende mal, e o Judiciário é obrigado a soltar” e sobre a PEC da Segurança.
A proposta enfrenta resistências e críticas não apenas de parlamentares, mas também de governadores que temem a redução de prerrogativas. Diante da possibilidade de convocação, foi costurado acerto e Lewandovski comparecerá à audiência no dia 29 de abril, como convidado.
