Segundo pesquisa da Famurs, mais de 73% dos prefeitos gaúchos estão adotando medidas de contenção de gastos para equilibrar as contas até o fim do ano. As principais iniciativas envolvem redução de despesas administrativas, colocadas em prática em 82% dos municípios, e restrições a viagens, cursos e capacitações, adotadas em 48% das cidades.
Outro fator identificado pela Famurs é a preocupação com o aumento de gastos em áreas como saúde, citados por 48% dos prefeitos, despesas de pessoal, com 32%, e educação, mencionada por 29%. De acordo com a entidade, considerando o setor da saúde, a preocupação é justificada diante dos dados de que os investimentos com recursos próprios saltaram de R$ 5 bilhões em 2020 para R$ 9,2 bilhões em 2024.
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A Famurs destacou que a pesquisa demonstra que, apesar das dificuldades, os esforços dos prefeitos têm dado resultados: 66% das 293 prefeituras gaúchas que participaram do levantamento já anteciparam parte ou a totalidade do 13° salário dos servidores. Entre os municípios com dificuldade para fechar as contas no fim do ano, 68,75% apontaram o aumento das despesas de custeio como principal motivo. Por outro lado, 50,1% das administrações projetam encerrar 2025 com as contas no azul.
“A pesquisa confirma muito do que debatemos ao longo do ano. O peso dos gastos com pessoal, o aumento do orçamento destinado à saúde e, consequentemente, a redução da capacidade de investimento em áreas essenciais, estão afetando os orçamentos dos municípios. Se metade das prefeituras consegue fechar as contas no azul, é essencial entender o que diferencia esses casos dos demais”, disse a presidente da Famurs e prefeita de Nonoai, Adriane Perin de Oliveira.
