A definição, nesta sexta-feira, do presidente da primeira turma do Supremo, Cristiano Zanin, de estabelecer o dia 2 de setembro para o início do julgamento do núcleo central no processo da tentativa de golpe, confirma um cronograma que já era previsto há algum tempo nos bastidores. Inclusive por lideranças bolsonaristas.
O núcleo é integrado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As sanções, manifestações e ameaças do presidente americano Donald Trump, portanto, no caso Bolsonaro, não tiveram nenhum efeito. Além do dia 2, Zanin reservou ainda mais quatro sessões da turma para a análise do caso, nos dias 3, 9, 10 e 12 de setembro.
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Os dois primeiros dias devem ser integralmente utilizados pela leitura do relatório do processo, pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, pela sustentação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que terá duração de uma hora, e pela fala da defesa do delator Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Nestas datas também irão ocorrer as manifestações dos advogados de defesa dos outros réus que integram o núcleo. Apenas após esta etapa, Moraes apresentará seus votos. As previsões dão conta de que as discussões dos ministros sobre o mérito das acusações aconteçam a partir da sessão do dia 9 de setembro.
A ordem dos votos começará por Flávio Dino, seguido de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Zanin. As principais expectativas são em relação a Fux, que já vem sinalizando que abrirá divergências em relação a Moraes.
