Não é a primeira vez e não será a última que a Câmara dos Deputados prioriza os próprios interesses, aprovando propostas nada republicanas, que não dialogam com os cidadãos e contribuintes nem com o país. A aprovação da PEC da Blindagem, que como o apelido diz, protege parlamentares que cometerem crimes e delitos, e a retomada do voto secreto, são peças de mais um episódio, entre tantos, que desdenham os eleitores. E que envolvem não apenas a Câmara, mas também o Senado, a Casa revisora.
Apenas nesta semana, além da PEC, são articuladas a ampla e irrestrita anistia e a confirmação de Eduardo Bolsonaro como líder da minoria. Ele já teve o período de licença extrapolado, e está nos EUA, desde fevereiro, recebendo salário e trabalhando por vedações ao Brasil para salvar o pai.
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Os casos em que prevalecem os interesses dos parlamentares e dos partidos, mesmo que imorais e até ilegais, proliferam. O que chama a atenção é a forma cada vez mais despudorada e escancarada, e com temor cada vez menor, do desgaste, junto à opinião pública, que virá atrelado às ações.
Em 2026 teremos eleições gerais e parte de suas excelências tentará novos mandatos. Mas antes disso, teremos Carnaval, Copa do Mundo e uma série de bate-bocas e polêmicas nas redes sociais, e fora delas, envolvendo subcelebridades, youtubers, influenciadores e ala de parlamentares cuja marca das atuações são as lacrações na Internet. Com tanto no meio do caminho, o eleitorado já terá esquecido antes de ir às urnas outra vez. Essa é a aposta.
