O PSDB realiza nesta quinta-feira, em Brasília, convenção nacional para debater a união com o Podemos, por meio de fusão ou incorporação. No encontro, será aprovada ainda autorização para que a executiva leve adiante os trâmites necessários à formação da parceria.
Presidente estadual do PSDB, Paula Mascarenhas viajou antes a Capital Federal. Ela se reuniu, quarta-feira, com Marconi Perillo, que comanda o PSDB nacionalmente. Paula, que é secretária extraordinária de relações Institucionais do governo Eduardo Leite (PSD), e muito próxima do governador, tem sido alvo de críticas veladas de tucanos.
O motivo seriam movimentos visando reforçar o grupo de lideranças tucanas que irá migrar para o PSD, novo partido de Leite, mesmo estando no comando do PSDB no Rio Grande do Sul. O ingresso dela no PSD, considerado certo por ala de lideranças tucanas, não foi confirmado pela dirigente. Pelo contrário.
- Troca de partido e movimentos de Leite antecipam eleições de 2026 no RS
- PSDB e Podemos articulam bloco na Câmara de Porto Alegre
- Desafio de Eduardo Leite é demonstrar peso político
“Não tenho vontade nem disposição de deixar o PSDB. Estamos em um momento de transição e cada militante está fazendo sua reflexão. Mas estamos trabalhando para fortalecer o partido e o centro democrático”, disse Paula, em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba. A dirigente destacou ainda que o caminho natural é seguir apoiando Leite, independentemente do seu papel nas disputas do ano que vem.
“Tenho profunda afinidade com o governador. Acredito nele e em sua capacidade para administrar o Estado e o país. O PSDB gaúcho e o nacional devem pensar a mesma coisa. Leite não mudou. Ele é o mesmo. Duas coisas devem nos guiar: Princípios e valores e o projeto de governo, ao qual estamos comprometidos até a medula”, defendeu.
Dentro do mesmo contexto, Paula destacou que o apoio ao vice-governador Gabriel Souza (MDB), que disputará o Piratini, com a bênção de Leite, como governador titular, é uma “questão de coerência”.
Projeção de tempo e recursos
Segundo o presidente estadual do Podemos, Everton Braz, a partir da fusão ou incorporação com o PSDB, os partidos, que serão um só, contarão com cerca de 33 segundos nos programas de rádio e TV e com aproximadamente R$ 400 milhões do Fundo Eleitoral.
