Taline Oppitz

Vacinação: O ato simples que salva vidas

Índices de vacinação no Rio Grande do Sul seguem aquém do esperado; enquanto isso, hospitais e emergências do Estado operam acima de suas capacidades

Hospitais e emergências têm funcionado acima de suas capacidades
Hospitais e emergências têm funcionado acima de suas capacidades Foto : Ricardo Giusti

O Rio Grande do Sul bateu recorde de internações por gripe na comparação com qualquer mês dos últimos três anos, com mais de 400 internações nas duas primeiras semanas deste mês. A informação consta em balanço da secretaria estadual da Saúde, nesta semana, em meio à escalada da crise na área em território gaúcho.

O cenário é de alerta, especialmente para grupos de risco, como crianças, idosos e gestantes. Ao mesmo tempo em que hospitais e emergências operam bem acima de suas capacidades, os índices de vacinação no Estado seguem aquém do esperado.

A baixa procura de imunização contra a gripe é um dos principais problemas, considerando o número de doentes graves internados por problemas respiratórios em decorrência da doença. Segundo a secretaria, a cobertura vacinal entre crianças de seis meses a menores de seis anos está em apenas 24,6%. Entre os idosos, o percentual chega a 43%.

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Outro grupo prioritário são as gestantes, com somente 20,7% de cobertura. Somando os grupos, a média de imunização no Rio Grande do Sul é de 38,2%. O número é superior à média nacional, que está em 32,4%, mas bem distante da meta de 90% de imunizados.

Em solo gaúcho, até agora, mais de 1,8 milhão de pessoas que integram os grupos prioritários não estão vacinadas. Os dados das hospitalizações da secretaria demonstram a importância da imunização.

Em 2024, 82% das pessoas internadas por gripe no Estado não estavam vacinadas. Entre menores de seis anos hospitalizadas, 90% não haviam recebido a vacina.