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HU promove segundo mutirão oftalmológico

Programa Nova Visão, que segue até domingo, prevê 500 consultas e 750 cirurgias de catarata

Ao todo, mais de 80 profissionais estarão envolvidos
Ao todo, mais de 80 profissionais estarão envolvidos Foto : Fernanda Bassôa / Especial / CP

Começou na terça-feira, no Hospital Universitário de Canoas, gerido pela Associação Saúde em Movimento (ASM), a segunda edição do Mutirão de Oftalmologia Nova Visão. A iniciativa, que prossegue até domingo, tem o objetivo de ampliar o acesso da população aos procedimentos oftalmológicos e contribuir para a redução da demanda reprimida por consultas e cirurgias de catarata na rede pública de saúde. Os recursos utilizados são oriundos de emendas parlamentares.

Serão disponibilizadas 500 consultas com oftalmologistas, para pessoas que aguardam na fila do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta quinta-feira, começam as cirurgias de catarata e prosseguem até sábado. A previsão inicial é de que sejam realizados até 750 procedimentos cirúrgicos. No domingo, o atendimento será para os pacientes em acompanhamento após as intervenções. Mais de 80 profissionais estarão envolvidos na iniciativa, entre equipes assistenciais e de apoio, além de oftalmologistas e anestesistas.

A superintendente hospitalar da ASM, Tatiani Pacheco, disse que o mutirão inclui a avaliação clínica inicial e o acompanhamento pós-operatório. "Além de ampliar o acesso às cirurgias de catarata, a iniciativa assegura a continuidade do tratamento e o monitoramento da recuperação”, salientou. “A ação reforça o compromisso do HU com a qualificação da assistência e com a entrega de resultados concretos à população atendida pelo SUS", acrescentou.

O diretor técnico do HU, Fernando Farias, revelou que foram selecionados pacientes com patologias graves, com risco de perderem a visão, e cegos. "Isso tem relevância na profilaxia e no tratamento, para devolver qualidade de vida a essas pessoas". Segundo ele, os selecionados aguardavam por atendimento em uma fila “extremamente extensa”. Segundo ele, muitos dos pacientes deste mutirão fizeram a primeira cirurgia entre abril e maio e agora retornam para o segundo procedimento.

"Eles retornam agora para o que chamamos de segundo tempo cirúrgico. No primeiro tempo, um olho, e agora voltam para operar o outro olho", exemplificou.

As 500 consultas de triagem são voltadas para análise de uma infecção no olho, um glaucoma ou a identificação de catarata. "O foco nesse mutirão é a cirurgia de catarata. Outras patologias, que fujam desse escopo, receberão o devido encaminhamento". frisou. O diretor técnico do HU diz que os procedimentos serão realizados por uma equipe altamente qualificada nas das salas oftalmológicas entregues pelo Ministério da Saúde.

O médico oftalmologista Daniel Querubim, que realizou a triagem pré-operatória de pacientes com indicação para procedimento cirúrgico, disse que a cirurgia de catarata é extremamente importante porque, segundo ele, a catarata é a principal causa de cegueira reversível do mundo.

"Tem muitos pacientes que estão esperando há muitos anos na fila. Então, a gente vem aqui e adianta esse processo. Faz a triagem e todos os exames necessários. Realizamos o cálculo e o paciente já sai com a cirurgia marcada. Geralmente sãode idosos, a maioria com idade acima de 55 anos."

O primeiro mutirão oftalmológico resultou em 750 cirurgias que beneficiaram 1,6 mil moradores de Canoas e de outros municípios gaúchos. A ação contou com consultas de triagem e cirurgias de catarata. A ação aconteceu em maio deste ano e foi viabilizado por meio do programa Agora Tem Especialista, do governo federal. O mutirão priorizou pessoas com mais de 60 anos. Até abril, Canoas tinha 10.512 pessoas aguardando por algum tipo de atendimento oftalmológico.

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