Direto ao Ponto

Demandas dos prefeitos no G20

Essas ações envolvem equacionamentos urbanos, como transporte de baixa emissão, energia limpa e infraestrutura resistente ao clima, podendo implicar reduções significativas de emissões poluentes.

Não há dúvidas de que, entre os entes federados, como no caso do Brasil, os governantes mais próximos da população são os prefeitos ou os cargos equivalentes em outras nações. São eles que estão mais próximos das comunidades e conhecem a fundo suas demandas. Por esse ponto de vista, são também os mais aptos para realizar os investimentos necessários em segmentos fundamentais, buscando o melhor custo-benefício na aplicação dos recursos públicos. Por isso, devem ser sempre ouvidos nos grandes temas para que possam apresentar suas pautas e sugestões.

Foi o que aconteceu agora por ocasião do G20. Cerca de 60 prefeitos do mundo todo e outras lideranças de cidades, incluindo representantes do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (GCoM) e da rede C40 Cities, requereram 800 bilhões de dólares para serem destinados a ações climáticas, em aportes públicos anuais de governos nacionais e instituições de financiamento ao desenvolvimento até 2030. A solicitação foi feita neste sábado, no Urban20 (U20) Summit, o fórum urbano do G20. Essas ações envolvem equacionamentos urbanos, como transporte de baixa emissão, energia limpa e infraestrutura resistente ao clima, podendo implicar reduções significativas de emissões e com potencial para gerar milhões de empregos e impulsionar o crescimento econômico. A partir do financiamento direcionado, a estimativa é que as cidades podem se tornar motores de crescimento verde, com 23,9 trilhões de dólares em retornos até 2050. Isso vai causar impactos em setores como transporte, habitação e energia e incrementar o desenvolvimento econômico e a inovação.

Esses fóruns têm se tornado muito frequentes, mas nem sempre suas resoluções são implementadas a contento, como no caso da diminuição de gases poluentes. O fato é que o planeta corre contra o tempo e os países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), a exemplo do G20, precisam encontrar os consensos mínimos para agir com a rapidez que a questão do clima requer.

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