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Órgão dirigente defende juízes espanhóis que anularam a condenação de Daniel Alves

Quatro juízes absolveram o ex-jogador do Barça, que estava em liberdade condicional há um ano

Daniel Alves estava em liberdade condicional há um ano após passar 14 meses na prisão
Daniel Alves estava em liberdade condicional há um ano após passar 14 meses na prisão Foto : Lluis Gene / AFP / CP

O órgão dirigente de juízes espanhóis expressou seu apoio aos magistrados que julgaram o brasileiro Daniel Alves em apelação, criticados pela decisão de anular a sentença de quatro anos e seis meses de prisão imposta ao ex-jogador de futebol por estupro.

"A revisão por tribunais superiores da decisão proferida por tribunais inferiores faz parte do Estado de Direito", afirmou o plenário do Conselho Geral do Poder Judiciário (CGPJ), em nota divulgada nesta terça-feira (1º).

"Proteger e apoiar as vítimas, especialmente aquelas de crimes sexuais, não significa renunciar à presunção de inocência, que é um direito fundamental", acrescentou a nota.

Em seu comunicado, o CGPJ ressalta a defesa dos juízes dos dois tribunais que até o momento julgaram o caso, aos quais transmitiu "seu total apoio, independentemente do sentido de suas decisões".

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Na sexta-feira, um tribunal de apelações anulou a sentença de quatro anos e seis meses de prisão por estupro imposta a Alves pelo Tribunal Provincial de Barcelona no ano passado, ao concluir, entre outras coisas, que havia "provas insuficientes" na sentença, e descreveu o depoimento da denunciante como "não confiável".

Os quatro juízes absolveram assim o ex-jogador do Barça, que estava em liberdade condicional há um ano após passar 14 meses na prisão, e anularam as medidas cautelares.

A decisão, que pode ser apelada ao Supremo Tribunal, foi duramente criticada por grupos feministas, assim como por vários ministros do governo de esquerda de Pedro Sánchez.