Emoções, suspense, alegrias, frustrações, desilusões. Essas são algumas palavras que definem um pouco como foi o ano de 2025 no esporte, apesar de ter sido uma temporada de transição até um 2026 que será de Jogos Olímpicos de Inverno e Copa do Mundo. Até alguns anos atrás, os atletas aproveitavam o período pós-olímpico para descansar ou, pelo menos, diminuir um pouco o ritmo, enquanto aguardavam o início do ciclo de preparação para os próximos Jogos.
No entanto, a proliferação de competições significa que os atletas estão com cada vez menos tempo para descansar. Foi o caso de 2025 para os dois principais esportes dos Jogos Olímpicos de Verão: atletismo e natação. No atletismo, foi realizado o Campeonato Mundial em Tóquio, do qual o saltador com vara sueco Armand Duplantis e a velocista americana Sydney McLaughlin-Levrone emergiram os principais destaques
Já o Mundial de Natação de Singapura teve a considerada “melhor final do século” nos 800 metros livre, com uma disputa de tirar o fôlego entre a americana Katie Ledecky, a australiana Lani Pallister e a canadense Summer McIntosh. As três nadaram abaixo do recorde mundial durante os dois primeiros terços da prova e a vitória ficou com Ledecky, que ao final não conseguiu bater sua própria marca.
Primeiro campeão da Copa de Clubes
No futebol, o maior destaque foi o título do Chelsea na primeira Copa do Mundo de Clubes com 32 equipes, realizada nos Estados Unidos e que serviu de aperitivo para o Mundial de 2026, o primeiro com 48 participantes e organizado em três países (EUA, México e Canadá).
O Paris Saint-Germain foi o vice-campeão desse novo torneio depois de uma temporada histórica, na qual o clube francês conquistou sua primeira Liga dos Campeões. Já na América do Sul o futebol brasileiro continuou dominando, com o Flamengo derrotando o Palmeiras na final da Copa Libertadores.
Falando de jogadores, os dois grandes ícones do futebol dos últimos 20 anos, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, não só se recusam a pendurar as chuteiras, como continuam a aumentar a sua impressionante lista de conquistas: o argentino foi campeão da MLS com o Inter Miami e o português venceu a Liga das Nações da Uefa com a seleção. Salvo alguma grande surpresa, ambos participarão da Copa do Mundo pela sexta vez em 2026.
No tênis, a rivalidade entre o espanhol Carlos Alcaraz e o italiano Jannik Sinner marcou a temporada. Os dois dividiram os quatro Grand Slams (Roland Garros e US Open para Alcaraz; Aberto da Austrália e Wimbledon para Sinner). O italiano venceu o ATP Finals e o espanhol terminou o ano como número 1 do mundo.
Nos esportes americanos, o Oklahoma City Thunder foi o campeão da NBA e o Philadelphia Eagles foi o campeão da NFL. As duas ligas tiveram eventos que atraíram os holofotes fora das quatro linhas: a transferência de Luka Doncic para o Los Angeles Lakers e o romance da cantora Taylor Swift com o jogador de futebol americano do Kansas City Chiefs Travis Kelce, com direito a pedido de casamento.
Nos esportes a motor, o britânico Lando Norris acabou com o reinado do holandês Max Verstappen ao se tornar campeão mundial de Fórmula 1, enquanto na MotoGP o espanhol Marc Márquez recuperou o título depois de vários anos lutando contra as lesões. Márquez não foi o único atleta que voltou a vencer depois de um período longe do topo: a lenda americana do esqui Lindsey Vonn venceu o Downhill de St. Moritz na última sexta-feira, oito anos depois de sua última vitória na Copa do Mundo e após cinco anos de aposentadoria.
Serão os primeiros Jogos com a ex-nadadora zimbabuana Kirsty Coventry como presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), cargo que assumiu em março, sucedendo o alemão Thomas Bach. Coventry tem duas questões polêmicas para resolver nos próximos meses: a presença ou não de atletas russos e bielorrussos nas competições (eles estão excluídos desde 2022 devido à guerra na Ucrânia) e a decisão sobre se mulheres transgênero podem competir na categoria feminina.