"Estou desculpando ela, mas infelizmente, por um erro que cometeu, vai ter de pagar. Queriam que eu desse o perdão sem ela me pedir desculpas", comentou o jogador. "Acompanhei todo o caso, os amigos dela mostraram que ela não é racista, mas ela sumiu, deletou perfis das redes sociais, não falou com ninguém. Demorou muito tempo para tomar uma atitude", avaliou Aranha. "Como cristão, como ser humano, precisava do pedido dela para desculpar. Isso não quer dizer que eu não quero que a justiça seja feita. Ela errou, tem as consequências", definiu.
Aranha evitou falar sobre a punição recebida pelo Grêmio, que foi expulso da Copa do Brasil pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Ele, no entanto, acredita que isso pode ajudar a conscientizar a população quanto ao racismo. O goleiro falou sobre toda a repercussão do caso e lamentou o fato de Patricia ter sido vítima de ofensas nas redes sociais e até ameaçada fisicamente. "Estou satisfeito com algumas coisas que aconteceram e um pouco chateado com outras. Estou satisfeito com a mobilização. Mas estou chateado pelo o que aconteceu com a casa da garota, que foi apedrejada. Ameaçaram ela, também. Não foi só ela. Um erro não justifica o outro e se queremos uma nação mais justa também temos que respeitar o próximo", definiu o goleiro.