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Blatter envia carta à Dilma com pensamentos positivos após tragédia

Presidente da Fifa diz que espera que brasileiros superem "esses dias escuros"

Em carta, Joseph Blatter enviou pensamentos positivos à Dilma e ao Brasil após tragédia
Em carta, Joseph Blatter enviou pensamentos positivos à Dilma e ao Brasil após tragédia Foto : Toru Yamanaka / AFP / CP
O presidente da FIFA, Joseph Blatter, enviou nesta segunda-feira uma carta à presidente Dilma Rousseff, lamentando o incêndio na boate Kiss em Santa Maria, no Centro do Estado, que causou a morte de 231 pessoas. "Embora as palavras pouco possam fazer para confortar a dor e a angústia do país neste momento, eu gostaria que você soubesse que a família do futebol está pensando nos brasileiros neste momento triste", disse Blatter.

"Gostaria que você (Dilma) soubesse que, com 500 dias para ir até a Copa do Mundo 2014 no Brasil, o nosso jogo está aqui para apoiar com esperança e pensamentos positivos as pessoas que estão sofrendo e ajudá-las a superar esses dias escuros", conclui a nota.

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O incêndio na casa noturna, repleta de estudantes universitários, deixou ao menos 231 mortos na madrugada do último domingo. O fogo começou por volta das 2h30min. Cerca de 1,5 mil pessoas estariam no local, a maioria participando de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Segundo testemunhas, as chamas teriam começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Guido Pedroso de Melo, afirmou que o objeto teria enconstado numa forração de isopor.

As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.

Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram e a pessoas tiveram que recorrer a equipamentos que ficavam mais distantes. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimões, usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada no tumulto.

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