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Botafogo vence o Nacional Potosí por 2 a 0 e avança na pré-Libertadores

Cariocas não empolgaram, mas fizeram o placar necessário para seguir adiante

Danilo anotou um dos gols do Fogão
Danilo anotou um dos gols do Fogão Foto : Mauro Pimentel / AFP / CP

Sem os 4 mil metros de altitude de Potosí, o Botafogo mostrou, apesar do pouco esforço, sua superioridade sobre o Nacional Potosí. Depois de perder o jogo de ida por 1 a 0, nesta quarta-feira, no Estádio Nilton Santos, o time carioca precisou de apenas 45 minutos para virar o agregado, vencer por 2 a 0 e avançar à terceira fase da pré-Libertadores.

Danilo, com um gol e uma assistência para Alex Telles, foi o grande destaque da classificação. A estratégia do Botafogo era clara: pressionar o Nacional desde o início, colocá-lo nas cordas e definir a virada do agregado ainda na primeira etapa. O plano deu certo. Logo aos quatro minutos, Alex Telles abriu o placar, e aos 48, Danilo marcou o segundo gol.

O placar no Rio de Janeiro poderia ter sido ainda mais elástico, não fossem as duas bolas na trave de Vitinho e Barboza. No segundo tempo, porém, o time carioca acabou criando uma tensão desnecessária para o torcedor, mas conseguiu suportar a pressão boliviana e confirmar a classificação.

Desde o apito inicial, o Botafogo partiu para o ataque. Sem os efeitos da altitude boliviana, a equipe teve fôlego desde o primeiro minuto e empurrou o Nacional para o campo de defesa. Com apenas 44 segundos, Vitinho carimbou a trave. Pouco depois, o lateral voltou a finalizar cruzado e acertou novamente a baliza.

A pressão se traduziu em gol aos quatro minutos, quando Danilo fez um belo lançamento para Alex Telles sair cara a cara com o goleiro e abrir o placar. O domínio botafoguense seguiu, e desta vez foi Barboza quem parou no travessão. Na reta final do primeiro tempo, o time carioca passou a abusar dos erros de passe, até conseguir costurar uma boa jogada e virar o agregado. Montoro cobrou falta na área, Barboza desviou para o meio, a defesa do Nacional afastou mal e Danilo aproveitou para balançar as redes aos 48 minutos.

Na etapa final, o Nacional esboçou uma reação. Saindo mais para o jogo, passou a se aproveitar da desatenção botafoguense e levou perigo em uma cabeçada de Restrepo, defendida por Léo Linck. Em seguida, Barboza errou na saída de bola e Villalba arriscou de longe. Para a sorte do time carioca, a bola explodiu na trave, sem ninguém do time boliviano para aproveitar o rebote.

Com o passar do tempo, o Botafogo recuou excessivamente, criando um clima de apreensão desnecessário nas arquibancadas. O Nacional manteve a posse de bola e rondou a área de Léo Linck, enquanto a principal alternativa dos donos da casa era o contra-ataque, sobretudo com Artur, que, isolado, pouco conseguiu produzir.

Na reta final, o Nacional aumentou o ritmo, mas sem criar chances reais que ameaçassem a classificação. Após o apito final, o ambiente foi de um misto de vaias e aplausos vindo das arquibancadas.