Pouco menos de um mês após conquistar o vice-campeonato da Liga das Nações, a seleção brasileira de vôlei feminino vai novamente em busca de um título inédito. Desta vez, o palco será a Tailândia, que irá receber o Mundial da modalidade. O Brasil tem estreia marcada nesta sexta-feira contra a Grécia, a partir das 9h30min (de Brasília), em Chiang Mai. O torneio ocorre em quatro cidades da Tailândia: Bangkok, Phuket, Nakhon Ratchasima e Chiang Mai.
A equipe de Zé Roberto Guimarães quer encerrar um jejum de oito anos longe do lugar mais alto do pódio - o último ouro em competições foi no Grand Prix de 2017. No entanto, das últimas oito edições do Mundial, o Brasil só não chegou na semifinal em duas oportunidades: em 2002 e 2018, e acumula quatro vice-campeonatos e um bronze na história do torneio.
Esperança brasileira
Para a caminhada do título inédito, o Brasil conta com uma das melhores jogadoras do mundo: a ponteira Gabi. A atleta vive grande fase da carreira e vem de uma ótima atuação na Liga das Nações. Aos 31 anos, a capitã brasileira foi eleita a melhor da posição na competição, ao lado da italiana Myriam Sylla.
Outro destaque na Liga das Nações, Marcelle assumiu a titularidade absoluta de líbero da equipe verde e amarela. No entanto, a grande incógnita da seleção passa a ser a posição de oposta. Rosamaria, Tainara e Kisy apareceram na lista do Mundial e disputam espaço no time de Zé Roberto.
A convocação de Zé Roberto não teve o nome de Ana Cristina. A ponteira ainda se recupera de uma lesão no joelho esquerdo sofrida na metade da Liga das Nações. No último mês, Ana Cristina foi submetida a uma artroscopia, um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, para tratar a lesão no menisco.
Principais adversárias
Além da Grécia, o Brasil terá pela frente França e Porto Rico, nesta ordem. A seleção foca em terminar na liderança da chave e projeta desafios seguintes, caso avance às quartas de final da disputa. Já nas semifinais, a adversária poderá ser a Itália, algoz brasileira na final da VNL.
Atuais campeãs olímpicas e da Liga das Nações, as italianas não perdem há 29 jogos e chegam novamente como favoritas ao título no Mundial da Tailândia.