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Brasil estreia com ouro no Mundial de Judô Paralímpico no Cazaquistão

A potiguar Rosi Andrade levou a melhor na categoria até 52kg

Rosi Andrade conquista medalha de ouro em Mundial de judô paralímpico
Rosi Andrade conquista medalha de ouro em Mundial de judô paralímpico Foto : Divulgação CPB / CP

Nesta terça-feira, o Brasil começou medalhando no Campeonato Mundial de judô paralímpico, em Astana, no Cazaquistão. O primeiro dia de disputas foi marcado por um ouro e uma prata para a seleção.

Rosi Andrade, de 27 anos, subiu no lugar mais alto do pódio na categoria até 52kg para a classe J1 (cegos). A judoca potiguar, medalhista de bronze em Paris 2024, conquistou o ouro após superar a turca Ecem Tasin, vice-campeã mundial em 2022.

“Eu ainda estou no processo de acreditar, ainda não consigo nem explicar, mas… que incrível! A competição toda em si, um torneio extremamente forte. Essa final foi contra uma adversária que me enfrentou no ciclo passado com lutas muito acirradas em que eu sempre acabava perdendo por um detalhe ou outro. E agora essa final deu tudo certo, foi mágico", diz Rosi.

A judoca é apenas a quarta entre brasileiros a se sagrar campeã mundial. Com essa conquista, ela se junta a Antônio Tenório, Alana Maldonado e Wilians Araújo.

Estreante medalhando

A segunda medalha do dia ficou a cargo de um dos cinco novatos da delegação brasileira, o rondoniense Danilo Silva, de 18 anos. Perdendo apenas para o atleta da Geórgia Saba Bagdavadze, o estreante terminou com a vice-liderança na categoria até 81kg e classe J1 (cegos).

O paratleta já era reconhecido pelas conquistas com a Seleção de base, incluindo uma Gymnasiade, que é um dos maiores eventos mundiais para atletas em idade escolar, e um Parapan de Jovens (2023). “Fico feliz pelo meu desempenho. Queria a medalha de ouro, e vou treinar para buscar isso. Mas acredito que foi um grande resultado e isso é só o começo”, declarou o atleta.

Já na disputa pelo bronze, o Brasil bateu na trave duas vezes. A primeira foi com o paraense Thiego Marques (até 70 kg J2), superado pelo japonês Yujiro Seto; e com Maria Núbea Lins (até 60 kg J2), vencida pela cazaque Dayana Fedossova.

Próximos embates

Nesta quarta-feira, outros dez brasileiros vão pisar nos tatames: Larissa Silva (até 60 kg J1), Brenda Freitas (até 70 kg J1), Alana Maldonado (até 70 kg J2), Millena Freitas (+70 kg J1), Meg Emmerich (+70 kg J2), Rebeca Silva (+70 kg J2), Arthur Silva (até 95 kg J1), Marcelo Casanova (até 95 kg J2), Wilians Araújo (+95 kg J1) e Felipe Amorim (+95 kg J2).

No último dia de disputas, quinta-feira, será a vez da competição por equipes, onde cada país escolhe um grupo de judocas para enfrentar seus oponentes.

O evento é realizado na capital cazaque e vale pontos fundamentais para o ranking mundial. Esse é o torneio que distribui a maior pontuação dentre os sancionados pela Federação Internacional, principal critério de seleção para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

Com 20 convocados, o Brasil tenta se manter no topo da modalidade após a campanha histórica em Paris, quando terminou na primeira colocação geral, com oito pódios, sendo quatro ouros. Em sua última participação em Mundiais, em Baku 2022, no Azerbaijão, o país obteve seu melhor resultado de todos os tempos com dez medalhas (duas de ouro, duas de prata e seis de bronze).

Treze judocas que estão em Astana fizeram parte daquela delegação, incluindo a paulista Alana Maldonado e o paraibano Wilians Araújo, campeões mundiais na ocasião que defenderão seus títulos agora. Além deles, do grupo que viajou ao Cazaquistão, também foram ao pódio na última edição Thiego Marques (prata), Arthur Silva, Rosi Andrade, Brenda Freitas, Meg Emmerich e Rebeca Silva, todos bronzeados.

*Sob a supervisão de Carlos Corrêa.

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