Esportes

Brasil pagará 'preço muito alto' se não reduzir cota de jogadores estrangeiros, alerta Dorival Júnior

Técnico do Corinthians propôs à CBF reduzir a cota de jogadores de fora e priorizar os talentos nacionais no Brasileirão

Dorival Júnior comandou a seleção brasileira de janeiro de 2024 a março de 2025
Dorival Júnior comandou a seleção brasileira de janeiro de 2024 a março de 2025 Foto : PABLO PORCIUNCULA / AFP/CP

O ex-técnico da Seleção Brasileira e atual treinador do Corinthians, Dorival Júnior, pediu a redução do número de vagas para jogadores estrangeiros no Campeonato Brasileiro com o objetivo de preservar os jovens talentos locais. Atualmente, cada equipe pode escalar nove atletas estrangeiros por partida, embora a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tenha proposto reduzir essa cota.

“Acho que está na hora de intervirmos em relação ao número de estrangeiros em cada equipe brasileira. Nós estamos penalizando uma geração e, futuramente, pagaremos um preço muito alto. A Itália pagou um preço altíssimo em duas Copas do Mundo, tendo dificuldade muito grande de classificação nesta terceira”, disse Dorival na quinta-feira, durante uma coletiva de imprensa após a vitória do Corinthians por 1 a 0 contra o Athletico-PR pelo Brasileirão.

Tetracampeã mundial, a seleção italiana não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia e nem para o Mundial de 2022 no Catar, e atualmente disputa a repescagem para tentar uma vaga no torneio deste ano, que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México. Com investimentos maciços, a liga italiana atraiu os maiores craques do futebol nas décadas de 1980 e 1990.

Hoje, graças ao poderio financeiro de seus clubes, o Brasileirão é um ímã maior para promessas estrangeiras ou até mesmo jogadores com rodagem na Europa como o holandês Memphis Depay, do Corinthians, e o espanhol Saúl Ñíguez, do Flamengo.

Nesse contexto, o número de vagas para jogadores de fora saltou de cinco para sete em 2023 e para as atuais nove, em 2024. Para Dorival Júnior, esse é um fator que "entra em conflito” com “tudo o que sempre fizemos”, como “desenvolver atletas”.