Ao todo, foram 14 pontos do time vistante no fundamento, contra apenas seis dos donos da casa. E mais uma vez os atacantes da Azzurra deram dor de cabeça. O oposto Zaytsev, com 23 acertos, foi o maior pontuador. Pelo Brasil, o ponteiro Lucarelli marcou 16, seguido pelo oposto Théo, que saiu do banco de reservas, com 15. Nos números de ataque, apesar de tudo, o Brasil levou vantagem: 55 pontos, contra 48 dos oponentes.
Sem pontuar no Grupo A, que conta ainda com Irã e Polônia, a Seleção terá menos de uma semana para tentar minimizar os problemas. O time volta à quadra na próxima quinta-feira, contra os poloneses, em Maringá (PR). No dia seguinte, as equipes se reencontram na mesma cidade.
A seleção começou a partida sem confiança e virou presa fácil para o bloqueio italiano em pouco tempo. Com o capitão Birarelli no saque, a Azzurra só tinha o trabalho de fechar os espaços na rede, como fez Piano, com dois tocos seguidos sobre Sidão. O passeio se prolongou até o 10-1.
Assim como no duelo de sexta, Kovar e Zaytsev deitaram e rolaram nos ataques. Até aí, nenhuma novidade. O elenco sabia que de um dia para o outro seria impossível encontrar uma fórmula para segurar os europeus. O problema é que a virada de bola brasileira seguia inconsistente.
Na primeira oportunidade de aumentar sua rede, Bernardinho colocou em quadra Rapha e Théo, que entraram bem na estreia. Mas o jogo ainda era previsível para a Itália, que abriu 19-9 aproveitando-se do contra-ataque. A vitória, por 25-17, veio após um erro de recepção de Murilo.
Para o segundo set, Bernardinho manteve Rapha e Théo, e o Brasil melhorou. A Itália ajudou, cometendo mais erros. Um bloqueio de Sidão sobre Kovar incendiou o time e deixou os donos de casa em vantagem. Quem também ganhou uma chance entre os titulares foi o ponteiro Mauricio, que assumiu a vaga de Murilo.
Porém, a seleção não se soltava diante das brechas dadas pelos opontentes, que logo voltaram a liderar, muito em função do saque. Em um ace de Zaystev, a Itália abriu 16-14. No fim, Bruninho voltou para o jogo tentando mais ânimo ao grupo. Mas os gritos da torcida aumentaram mesmo quando Mauricio soltou uma bomba no saque e colocou o Brasil à frente.
Os comandados de Bernardinho desperdiçaram um set point, com Sidão, mas voltaram bem para a quadra depois de um pedido de tempo do treinador. O mesmo central retomou o foco e fechou a rede com dois bloqueios para decretar a vitória apertada, por 26 a 24.
O terceiro set veio com um Brasil cheio de disposição, mas foi a Itália quem chegou à primeira parada técnica em vantagem e ainda abriu 10-7, após um toco de Piano sobre Mauricio. As duas seleções se revezaram na liderança a partir de então. Enquanto o trunfo brasileiro estava nos ataques, mais produtivos do que no início, a Itália levava a melhor no bloqueio e nos erros do rival. Quando os visitantes abriram, Lucarelli chamou a responsabilidade para empatar o jogo, obrigando o técnico Mauro Berruto a parar. Apesar do bom volume do time verde-e-amarelo, a Itália foi mais eficiente no momento decisivo. Zaytsev aproveitou contra-ataque pelo fundo para fazer 25-23 e recolocar a Azzurra em vantagem.
Os brasileiros pareceram não sentir a derrota até a segunda parada técnica do quarto set. Em saque de Lucão, o time da casa marcou 8-7 e deu esperanças à torcida. E o equilíbrio persistiu. Mas logo Zaytsev tratou de reaparecer. Com ataques potentes, a Itália foi encolhendo o time brasileiro pouco a pouco. A partida terminou com uma invasão de Mauricio pelo fundo de quadra: 25-20. Mesmo com o resultado, a despedida do time da Arena Jaraguá em sua primeira visita à cidade catarinense foi marcada por gritos de "Brasil".