A vitória do Brasil Sub-20 diante da Bolívia por 2 a 1 não foi o único foco do jogo desse domingo, na Venezuela. Isso porque, de acordo com o meia brasileiro Breno Bidon, o colega de equipe e atacante Rayan foi alvo de racismo. Uma hora e meia após o término do jogo, a CBF enviou uma representação à Conmebol afirmando que Rayan havia sido alvo de injúrias raciais na reta final da partida.
Segundo o jogador, o goleiro boliviano Fabian Pereira teria o chamado de “mono” (macaco, em espanhol) e feito gestos em alusão ao animal na direção do atacante. Além disso, o brasileiro havia denunciado os atos racistas ao quarto árbitro e ao árbitro do jogo ainda em campo, assim como outros jogadores da Seleção Brasileira.
Em nota publicada pela CBF, a entidade afirma que “repudia veementemente qualquer tipo de ação discriminatória no futebol e não tolera casos de racismo no esporte”. O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues também se posicionou sobre o caso. “É repugnante assistir novamente atos de racismo contra um atleta. Racismo é crime e vou sempre me solidarizar. Não podemos normalizar. Estamos tomando medidas efetivas para punir os responsáveis com rigor”, acrescentou Ednaldo.