Esportes

Clube de Regatas de Porto Alegre é parcialmente atingido pelas águas do Guaíba

Local já havia sido atingido pela enchente de maio de 2024 e pelo ciclone de março deste ano

Barcos foram parcialmente atingidos
Barcos foram parcialmente atingidos Foto : Arquivo Pessoal GPA/CP

Os traumas da enchente de maio de 2024 persistem em alguns clubes esportivos de Porto Alegre um ano depois. Após o fechamento da sede da Ilha do Pavão em função da alta do Guaíba, o Clube de Regatas de Porto Alegre (GPA), voltado apenas para o remo, foi novamente atingido pelas águas nessa segunda-feira. Apesar dos danos não se aproximarem aos sentidos no ano passado, o pátio da sede, a garagem dos barcos e a rampa que dá acesso ao rio foram alguns dos pontos atingidos.

De acordo com o secretário do GPA, Paulo Henrique Quadros, a maior preocupação e atenção no momento são com os movimentos dos ventos sul, que influenciam diretamente na elevação das águas do Guaíba. "Os barcos, que eram nossa maior preocupação, nós conseguimos levantar o mais alto possível para que não tivéssemos nenhum dano e não sejamos pegos de surpresa como no ano passado por exemplo. A rampa também tivemos que amarrar um cabo e uma corda para que a pressão da água junto com os lixos não danifique ela", relata.

"Ontem vimos que o rio deu uma subida brusca e resolvemos por encerrar as atividades aqui pelo menos por enquanto, até por um protocolo de segurança", completa Paulo.

No momento, só é possível acessar o local com galochas por conta do nível da água. A tensão gerada pelos danos causados pela enchente obriga os funcionários do clube a ficarem alertas com qualquer atualização metereológica dos noticiários caso seja necessário outro tipo de precaução com os barcos ou com os equipamentos dos atletas.

Paralisação sem perspectiva de retorno

Além disso, a paralisação das atividades é um problema principalmente para os atletas do clube, que tem no horizonte uma competição de remo nos próximos meses: a Copa Sul-Sudeste, marcada para acontecer na raia do Grêmio Náutico União (GNU), em julho.

Assim, os remadores terão que buscar outras maneiras de manter os treinamentos para a competição, como práticas ao ar livre e em academias. "Conhecendo nosso treinador, acho que isso (deixar de lado a competição) não passou pela cabeça dele. Passamos por tantas diversidades e sempre enfrentamos os desafios de frente. Sabemos das nossas limitações, mas sempre arrumamos um jeito de mandar nossos atletas para campeonatos nacionais", afirma Paulo.

Projeto é voltado para crianças e adolescentes | Foto: Arquivo Pessoal GPA/CP

Atualmente, o clube conta com um projeto social voltado para as crianças das comunidades próximas da sede, que foi retomado recentemente após a reabertura do local pós-enchentes. Agora, em função do difícil acesso no GPA, o projeto precisou ser interrompido novamente, principalmente para não colocar as crianças em risco.

Segundo Paulo, não há como ter uma previsão de quando o projeto será retomado novamente, visto que ainda não se tem noção do tamanho dos prejuízos sofridos pelo clube desta vez. "Contamos com a não desistência dos sócios, mas o prejuízo estrutural só aumenta, o andar de cima já vimos que caiu algumas calhas e alguns vidros quebraram", relata.

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