O Comitê Olímpico Internacional (COI) defendeu, neste sábado (21), a atuação da Fifa na reconstrução de Gaza, minimizando a controvérsia sobre a estreita relação entre Gianni Infantino e Donald Trump. A manifestação ocorre após o presidente da Fifa participar de uma reunião do "Conselho da Paz" de Trump, usando um boné com referências aos mandatos do republicano. Embora a Carta Olímpica exija que seus membros atuem de forma independente de interesses políticos, o COI optou por focar no papel humanitário da federação.
Investimentos em Gaza e o papel federativo
Segundo o porta-voz do COI, a adesão da Fifa a um fundo para revitalizar o futebol na Palestina, com foco em infraestrutura e educação, está "perfeitamente alinhada" às funções de uma federação internacional. A organização evitou criticar diretamente o comportamento de Infantino ou sua presença no evento político, preferindo ressaltar que o desenvolvimento do esporte na região é uma meta compartilhada pela Solidariedade Olímpica.
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Conflito ético e o "Prêmio da Paz"
A polêmica ganha força devido ao juramento dos membros do COI, que veda a submissão a interesses externos. A relação entre os líderes se intensificou desde o retorno de Trump à Casa Branca em janeiro de 2025. Em dezembro, Infantino concedeu ao presidente americano o "Prêmio Fifa da Paz", honraria de critérios pouco claros que surgiu após Trump não ter sido laureado com o Nobel.
Copa do Mundo e calendário nos EUA
O alinhamento ocorre em um momento estratégico para o futebol mundial. Após sediar o Mundial de Clubes em 2025, os Estados Unidos se preparam para receber a Copa do Mundo masculina entre junho e julho de 2026, em conjunto com Canadá e México. O COI reiterou que mantém contato com a Fifa, mas não sinalizou qualquer abertura de investigação ética sobre o suposto partidarismo de seu representante italiano-suíço.