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Como será a Repescagem que define as últimas vagas para a Copa do Mundo

Torneios no México e Europa começam a decidir seis vagas para o Mundial

Gattuso tem a pressionada missão de classificar a Itália para a Copa do Mundo
Gattuso tem a pressionada missão de classificar a Itália para a Copa do Mundo Foto : Federação Italiana de Futebol / Divulgação / CP

A Copa do Mundo deste ano, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, será a primeira com 48 seleções. Destas, 42 vagas já estão definidas. Restam, portanto, seis lugares. Até hoje, 20 países ainda sonham com um lugar no Mundial. Quando o dia terminar, no entanto, terá levado consigo o sonho de 10 deles. Isso, por si só, já dá uma amostra do quão decisiva será esta quinta-feira, data de oito confrontos pela Repescagem da Europa e mais dois pela Repescagem Mundial.

No México, representantes da América do Sul, América Central, Oceania, África e Ásia brigam por duas vagas na chamada Repescagem Mundial. Na prática, são seleções que ficaram no quase nas suas respectivas Eliminatórias, mas que agora têm uma última chance.

Congo e Iraque em vantagem

A situação é um pouco mais animadora para dois países: República Democrática do Congo e Iraque. Ambas já estão classificadas antecipadamente para as finais do torneio, que será disputado na terça e quarta-feira da semana que vem em dois estádios, o El Gigante de Acerto, do Monterrey, em Guadalupe; e o Estádio Akron, do Chivas, em Zapopan.

Para outras quatro seleções, o caminho começa hoje (e tecnicamente amanhã). Às 19h (horário do Brasil), jogam Bolívia x Suriname. Depois, à meia-noite, é a vez do duelo entre Nova Caledônia e Jamaica. Quem vencer o primeiro confronto pega o Iraque, no dia 1º de abril. Já quem sair vitorioso do segundo, a República Democrática do Congo, dia 31. Em todos os jogos, se a partida acabar empatada, haverá prorrogação e pênaltis, da mesma forma como ocorre na própria Copa do Mundo.

| Foto: Leandro Maciel

Vagas para mais quatro europeus

Bem longe do México, começa a Repescagem Europeia, um torneio que traz seleções com mais tradição, incluindo a tetracampeã Itália, que não vai à Copa do Mundo desde 2014, no Brasil. O formato é semelhante à Repescagem Mundial, com uma diferença fundamental: ninguém tem lugar antecipado na segunda e decisiva rodada. Ou seja, quem quiser ir ao Mundial, precisa necessariamente deixar dois adversários pelo caminho.

Ao contrário da Repescagem Mundial, na Europeia, não há uma sede única. Portanto existe, em tese, uma vantagem para quem joga diante da sua torcida. No caso italiano, por exemplo, é uma vantagem no primeiro jogo, que será em Bérgamo. No entanto, se avançar, a seleção vai decidir fora de casa, seja contra País de Gales ou Bósnia – os mandos de campo foram definidos por sorteio.

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Itália sob pressão

Das 16 seleções do Velho Continente que ainda almejam um lugar na Copa, nenhuma vai para a Repescagem mais pressionada do que a Itália. Em termos de títulos mundiais, a Azzurra só fica atrás do Brasil. Se nós somos penta, eles são tetra, tal qual os alemães. A tradição, contudo, não tem sido suficiente, e os italianos falharam na tentativa de ir para os últimos dois Mundiais. Em 2018, perderam o jogo decisivo para a Suécia. Em 2022, para a Macedônia do Norte.

Agora, encara a Irlanda do Norte. Na dúvida, a federação italiana escolheu como palco do jogo o Estádio de Bérgamo, onde a seleção nunca foi derrotada. O histórico contra os irlandeses é amplamente favorável: 11 jogos, sete vitórias e uma derrota.