Se dependesse apenas da torcida brasileira, Endrick provavelmente estaria entre os titulares da seleção nesta sexta-feira, diante do Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. Após não receber sequer um minuto na estreia contra Marrocos, o atacante de 19 anos tornou-se um dos nomes mais pedidos pelos torcedores para a segunda rodada da Copa do Mundo. Carlo Ancelotti, porém, tratou de esfriar a expectativa.
Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, o treinador deixou claro que vê um futuro promissor para o jovem atacante, mas indicou que ainda não considera o momento ideal para colocá-lo no centro das atenções do Mundial. "Vamos colocar o Endrick no momento correto. Temos que esperar um pouco. Ele vai ser importante", afirmou o comandante da Seleção.
As declarações ajudam a explicar por que o atacante permaneceu no banco durante todo o empate por 1 a 1 com Marrocos. Embora a atuação ofensiva brasileira tenha sido alvo de críticas e tenha aumentado a pressão por mudanças, Ancelotti demonstra cautela com um jogador que considera peça importante não apenas para esta Copa, mas também para os próximos ciclos da seleção.
A fala surgiu quando o italiano foi questionado sobre as características dos atacantes à disposição no elenco. Contra Marrocos, a surpresa foi a escalação de Igor Thiago como centroavante. O jogador, de perfil mais físico, teve dificuldades e acabou substituído durante a partida.
"Endrick não é nenhum (Igor Thiago), nem outro (Matheus Cunha). É um talento extraordinário. O Brasil vai aproveitar as suas qualidades nesta e nas próximas Copas do Mundo. Ele não tem pressa. Mostra que é maduro e está sabendo esperar", destacou.
Para o confronto com o Haiti, a tendência é de mudança. Tudo indica que Matheus Cunha assuma a posição. Na avaliação de Ancelotti, o atacante oferece características diferentes das apresentadas pelo titular da estreia. "Matheus Cunha é mais associativo. Ele não é um centroavante de referência como o Igor Thiago, que é mais agressivo na disputa pelas jogadas", explicou.