Aos 32 anos e em sua terceira Copa do Mundo, o zagueiro e capitão Marquinhos busca usar sua experiência para guiar a Seleção Brasileira rumo ao hexacampeonato.
O defensor vivenciou as eliminações nas quartas de final em 2018 para a Bélgica e em 2022 para a Croácia, quando desperdiçou o último pênalti.
Ele chega ao torneio respaldado pelo recente bicampeonato histórico da Liga dos Campeões da UEFA com o Paris Saint-Germain.
Ao fazer um paralelo com o clube francês, que superou anos de frustrações antes de dominar a Europa, Marquinhos destaca em entrevista para a Fifa que o sucesso no Mundial depende de resiliência, atenção aos detalhes e minimização de erros.
“Sabemos que o nível é muito alto, que tudo passa pelos detalhes, por minimizar ao máximo os erros, por aproveitar também os erros do adversário e por sermos fortes, porque vamos passar por momentos difíceis”.
Liderança e resiliência
Como principal líder e porta-voz do elenco em momentos de crise, o capitão assume a responsabilidade de blindar os atletas mais jovens contra a pressão e a turbulência histórica da Amarelinha.
O Brasil inicia a Copa do Mundo após um ciclo instável, marcado pela passagem de quatro treinadores e pelo quinto lugar nas Eliminatórias.
"Acho que é também nessas horas que os líderes realmente aparecem, nos momentos difíceis e desafiadores. É quando você precisa assumir a responsabilidade, especialmente pelos jogadores mais jovens, por aqueles que não estão acostumados com a pressão e com a turbulência da seleção brasileira em períodos difíceis”, disse.
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Confiança em Ancelotti
Apesar do cenário, Marquinhos confia na qualidade técnica do grupo e na liderança do técnico italiano Carlo Ancelotti, único pentacampeão da Champions League e vencedor das cinco principais ligas europeias.
Ele credita a Ancelotti a capacidade tática e a energia necessárias para transformar a equipe em campeã.
“O Ancelotti é um treinador vencedor, que mostrou que sabe transformar uma equipe em campeã. Acho que isso é muito importante para nós neste momento com ele. Ele tem lidado muito bem com as dificuldades e com a pressão de comandar a seleção brasileira”, afirmou o capitão.
O sonho do hexa
A paixão de Marquinhos pelo torneio nasceu em 2002, aos oito anos, ao assistir à conquista do pentacampeonato mundial.
Convocado pela primeira vez em 2018 e estabelecido como titular em 2022, o zagueiro reconhece o peso de sua função e a possibilidade de erguer a taça em caso de título.
Ciente de que esta pode ser sua última oportunidade em Copas, ele projeta a conquista do Mundial de 2026 como o objetivo máximo de sua vida e carreira profissional.
"Pelo que dizem os jogadores que já conquistaram esse título, aquele foi realmente o melhor momento de suas vidas. Então, eu também quero viver esse momento. Se eu conquistasse uma Copa do Mundo, seria o maior momento da minha vida e da minha carreira como jogador de futebol”, afirmou. “Aos 32 anos, esta pode ser minha última oportunidade”.