A Copa do Mundo de 2026 tem sido um sucesso e recém entramos na fase eliminatória, quando a dramaticidade tende a ser ainda maior. Ou seja, o melhor ainda está por vir. Havia um receio de que o aumento de 32 para 48 seleções baixasse o nível dos jogos, mas já ficou claro que não, dá para contar nos dedos os jogos que foram fracos. Mas se o formato for mantido para o Mundial de 2030, há um aspecto que a Fifa terá que rever. Não pode a maior competição de futebol do planeta ter tantas partidas com a possibilidade de um “empate amigo”.
Na quinta-feira passada, Japão e Suécia entraram em campo sabendo que um empate classificaria ambos. O resultado? 1 a 1. Na mesma noite, Paraguai e Austrália jogaram nas mesmas condições. Adivinhe o placar: 0 a 0. No sábado, foi a vez de Argélia x Áustria. Curiosamente, dois dos três protagonistas do “Jogo da Vergonha”, quando em 1982, os próprio argelinos foram eliminados da Copa porque Alemanha e Áustria não fizeram nenhuma força em campo, afinal ambos estavam classificados.
O placar do jogo do final de semana foi 3 a 3, o que pode dar a impressão de uma disputa aguerrida. Quem assistiu ao jogo, sabe que os 30 minutos finais beiraram a vergonha, tamanha a preguiça dos dois. Veio o gol argelino nos acréscimos e com ele a impressão que qualquer desconfiança havia ficado para trás. Bastou a partida ser retomada que no lance seguinte a Áustria empatou. E assim acabou o jogo, com ambas classificadas. Que surpresa.