A Copa do Mundo trouxe uma novidade que pode ser uma das maiores revoluções no futebol em décadas. A obrigatoriedade da parada para reidratação nos dois tempos é uma mudança que tem influência direta no jogo em si. Não lembro de outra medida com consequências tão abrangentes desde que a Fifa proibiu os goleiros de segurar a bola com a mão se ela fosse recuada por alguém do próprio time.
Há quem diga que não é exatamente uma novidade, já que acontece seguidamente em jogos realizados sob muito calor. No entanto, ainda que aconteça com frequência, a obrigatoriedade mudaria a estratégia do jogo em si, visto que seria incorporada ao planejamento da partida. Na prática, o futebol deixaria de ser disputado em dois tempos e passaria a ser em quatro. Não é pouca coisa.
Quem tem assistido à Copa com atenção já percebeu que os técnicos têm utilizado muito bem o período. Quem tiver o poder de leitura do jogo, passará a ter uma vantagem tremenda. Por outro lado, o ritmo do jogo pode mudar. Ainda é cedo para saber. O que parece provável é que se trata de uma mudança que veio para ficar, seja aqui ou ali na frente. Até porque a parada abre mais um espaço publicitário. E a Fifa não brinca com dinheiro.