Ganhar uma Copa do Mundo é difícil demais. Não por acaso, ninguém é bicampeão desde que o Brasil levantou a taça por duas vezes consecutivas, em 1958 e 1962. Gerações brilhantes se aposentaram sem nunca terem conquistado o título: o Brasil de 1982, a Holanda de 1974, e por aí vai, exemplos não faltam.
A inclusão de mais uma fase eliminatória a partir deste ano torna a coisa ainda mais complicada. Pela lógica, os jogos nesta segunda fase seriam, na sua maioria, protocolares. Só que a Copa, para a lógica, é um terreno minado.
A Alemanha já ficou pelo caminho. A Holanda, idem. Brasil e Inglaterra pariram uma bigorna para vencer seus jogos. Ontem, a Argentina parecia atônita com a possibilidade de cair diante de Cabo Verde. Daqui para a frente, amigo, só piora.
O Brasil é favorito contra a Noruega. Na teoria, inclusive, os vikings devem ser um adversário menos complicado do que foi o Japão. Só que a tensão agora é maior: quanto mais perto você está do objetivo, mais difícil fica. Apenas bola no pé não vai bastar. Quem não tiver os nervos no lugar e estiver atento o tempo todo, que tente de novo daqui a quatro anos.