Copa do Mundo

Carlos Corrêa: “Deixem as decisões por pênaltis em paz”

Jornal norte-americano questiona se não há melhor forma para decidir jogos eliminatórios na Copa

Jogadores paraguaios comemoram a vitória sobre os alemães nas penalidades
Jogadores paraguaios comemoram a vitória sobre os alemães nas penalidades Foto : FRANCK FIFE / AFP / CP

O The Athletic, braço esportivo do The New York Times, tem feito uma cobertura maravilhosa da Copa do Mundo. Mas entre uma reportagem e outra, o veículo publicou na quarta-feira um artigo no qual questiona se não existe outra forma de se decidir um jogo que não os pênaltis. A partir daí, convida os seus jornalistas a darem sugestões.

Como o texto tem um tom leve (e muito bem escrito), prefiro levar muito mais na brincadeira do que acreditar que existe um tom crítico ali. Ainda que seja tentador avaliar que são norte-americanos mais uma vez achando que sabem o que o resto do mundo quer. Porque, direto ao ponto, nenhum fã de futebol quer o fim da decisão por pênaltis.

As sugestões beiram o cômico. “Acrescente faltas e chutes de fora da área na decisão”, “Diminua o campo e o número de jogadores e se não houver gol, os times vão ficando cada vez com menos atletas”. “Siga jogando, afinal os esportes americanos têm prorrogações infinitas”. Sim, mas nos esportes americanos os jogadores vão e vêm da reserva a todo instante.

Meno male que o próprio artigo conclui que não há uma forma melhor para decidir um jogo eliminatório que está empatado do que pênaltis. “E adivinhe? O público adora”. Sim, adoramos. Não ousem mexer nos pênaltis.

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