A volta da Noruega à Copa do Mundo após 28 anos tem sido marcada por um desempenho consistente dentro de campo e por uma manifestação que se tornou uma das grandes atrações do torneio. A chamada "fila viking", protagonizada por jogadores e torcedores, transformou-se em símbolo da campanha norueguesa e em uma das imagens mais compartilhadas da competição.
O momento foi comandado pelo capitão Martin Ødegaard e contou com a participação de todo o elenco. A celebração ganhou ainda mais força após a vitória por 3 a 2 sobre Senegal, resultado que confirmou a classificação da equipe para a fase eliminatória.
Depois do apito final, os atletas sentaram-se diante das arquibancadas e, em sintonia com milhares de torcedores, repetiram os movimentos que simulam remadas coletivas, recriando a imagem de uma embarcação avançando sobre as águas.
O gesto foi criado pelo Oljeberget, principal grupo de torcedores da seleção norueguesa, durante uma partida contra a Suíça, em março. A repercussão cresceu nos amistosos preparatórios e atingiu um novo patamar com o início do Mundial. Segundo Halvor Viste Berg, responsável pelo projeto, a celebração possui identidade própria e representa uma expressão particular da cultura esportiva do país.
A inspiração vem dos vikings, povos escandinavos que navegaram por extensas regiões da Europa entre os séculos VIII e XI. Em seus tradicionais drakkars, o avanço das embarcações dependia do trabalho coordenado dos remadores, uma imagem que hoje é reproduzida nos estádios por atletas e torcedores.
Em Oslo, centenas de pessoas se reuniram nos jardins do Palácio Real para repetir o movimento coletivo e incentivar a seleção. Em outras partes do mundo, torcedores passaram a registrar a comemoração em locais emblemáticos. Um dos vídeos mais compartilhados mostra noruegueses realizando a "fila viking" na Times Square, em Nova York.
*Sob supervisão de Marcio Gomes