Ao fim da primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, sem dúvidas as grandes decepções foram Espanha e Portugal, que, além de jogarem mal, não conseguiram passar do empate com Cabo Verde e a República Democrática do Congo.
Mas os vizinhos ibéricos, vencedores dos últimos títulos na Europa (a Eurocopa para a "Roja" em 2024 e a Liga das Nações para os lusitanos um ano depois), não têm tempo para lamentações. Nesta quinta-feira começa a segunda rodada, na qual será possível começar a conhecer os primeiros classificados para o mata-mata.
Decepções em campo
A decepção de uns e de outros se refletiu em suas duas maiores figuras. O jovem Lamine Yamal, de 18 anos, apontado para suceder o trono do futebol em pouco tempo, jogou apenas 25 minutos pela Espanha, recém-recuperado de uma lesão muscular.
Também preocupa o fato de a seleção espanhola ter participado do único empate sem gols nas primeiras 24 partidas da competição (de um total de 104). Os jogos têm sido em sua maioria muito animados e com uma média ligeiramente superior a três gols por jogo.
Por sua vez, o veterano Cristiano Ronaldo, de 41 anos, jogou os 90 minutos contra a RD Congo, mas pouco acrescentou ao ataque de sua seleção. A situação é a ponto de alguns já questionarem sua titularidade.
As críticas mais duras vieram do Reino Unido. O ex-atacante Chris Sutton, atual comentarista da BBC Radio, afirmou que o técnico Roberto Martínez "tem medo de tirá-lo" do time e que "não é ele quem manda" na equipe.
A RD Congo admitiu que não preparou nada específico para deter Ronaldo. Com "enorme respeito", o meio-campista Ngal"ayel Mukau declarou que "ele já não é o mesmo jogador de antes e agora está mais velho". O atleta completou que "com essa idade, já não consegue se esforçar como antes".
Talvez CR7 tenha sentido o peso de ser a última das grandes superestrelas a entrar em ação no torneio. Todas elas (salvo Yamal, por lesão) já deixaram sua marca nesta Copa do Mundo, começando por Lionel Messi, seu arquirrival nas duas últimas décadas.
O argentino marcou na terça-feira os três gols da "Albiceleste" na vitória sobre a Argélia. Ele igualou o recorde de maior artilheiro da história do torneio, até então do alemão Miroslav Klose, com 16 gols.
Outros, como o francês Kylian Mbappé, o norueguês Erling Haaland e o inglês Harry Kane contribuíram com dois gols cada um para as vitórias de suas seleções. Até Vinícius Júnior marcou, embora a Seleção brasileira não tenha conseguido derrotar o Marrocos, atual campeão africano e semifinalista no Catar, em 2022.