Sorrateira e consistente, assim é a Suíça. Sem ficar de fora do torneio desde 2006, a equipe não está entre as seleções mais chamativas da Copa do Mundo, mas está longe de ser uma adversária fácil. Sob o comando de Murat Yakin desde 2021, a seleção é uma das mais entrosadas da competição e pode surpreender.
Atual 19ª colocada do ranking da Fifa, a Suíça se destaca como grande favorita do Grupo B, composto por Canadá (30º), Bósnia (65ª) e Catar (55º). Enquanto seus adversários têm entre duas e três Copas em seus currículos, a Suíça tem 13 participações, sendo seis consecutivas. Além disso, o país chegou três vezes às quartas de final e cinco vezes às oitavas, ao passo que os demais integrantes do grupo nunca passaram da fase de grupos.
A Suíça estreia na Copa do Mundo às 16h (horário de Brasília) do dia 13 de junho (sexta-feira), contra o Catar.
Classificação invicta
A Suíça conquistou sua vaga na Copa do Mundo na fase de grupos das eliminatórias europeias. A equipe terminou a classificação invicta, com quatro vitórias e dois empates em um grupo com Eslovênia, Kosovo e Suécia.
A disciplina defensiva da equipe foi um dos destaques da fase classificatória. Em seis partidas, a Suíça marcou 14 gols e sofreu apenas dois.
- Copa do Mundo: saiba como chega o Catar, último anfitrião da competição
- Copa do Mundo: saiba como chega a Bósnia, que eliminou a Itália
- Copa do Mundo: saiba como chega o Canadá, anfitrião da competição
- Raio-X: como chegam as seleções para a Copa do Mundo de 2026
Grupo entrosado
A Suíça pode não ter um Messi, um Cristiano Ronaldo, um Vini Jr ou um Mbappé, mas tem um grupo experiente e que sabe jogar junto como poucos. O técnico Murat Yakin já conhece seus jogadores e tem sua seleção titular bem definida, com algumas opções sólidas de reservas.
Xhaka, Ndoye, Embolo, Vargas, Akanji, Rodríguez, Rieder, Elvedi e o goleiro Kobel estiveram presentes em pelo menos oito dos últimos dez jogos. Widmer e Freuler, em pelo menos seis. Manzambi, Jashari e Aebischer foram as escolhas preferidas de Yakin para variar o esquema ou para, partindo do banco, dar uma nova dinâmica de jogo. A constância nas escalações criou um grupo entrosado, que não depende da grande performance de um único jogador para conquistar vitórias.
Ainda assim, Granit Xhaka se sobressai como o principal arquiteto das jogadas suíças. Aos 33 anos, o capitão é uma peça decisiva no meio-campo, fazendo a diferença no ataque e na defesa. O atacante Breel Embolo, que foi o artilheiro da equipe nas classificatórias, também merece uma atenção especial.
Comandante veterano
Há cinco anos no comando da Suíça, é possível dizer que Murat Yakin sabe bem como conduzir sua equipe a bons resultados. Desde que assumiu a seleção, o treinador levou a Suíça às oitavas de final da Copa do Mundo, às quartas de final da Eurocopa e agora conduz o país ao Mundial pela segunda vez.
Apesar de ter um esqueleto consolidado, o treinador já mostrou não ter medo de variar formações e testar jogadores mais versáteis em posições alternativas. Sob seu comando, a Suíça apresenta uma defesa sólida, um elenco disciplinado e um ataque pragmático, características que a tornam um incômodo no caminho de qualquer seleção que a subestime.