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Copa do Mundo: saiba como chega o Japão, o terror das seleções europeias

A seleção japonesa almeja vencer sua primeira partida de mata-mata no Mundial

Desde sua estreia na Copa do Mundo em 1998, o Japão nunca ficou de fora do torneio
Desde sua estreia na Copa do Mundo em 1998, o Japão nunca ficou de fora do torneio Foto : Divulgação Associação Japonesa de Futebol / CP

Desde sua estreia na Copa do Mundo em 1998, o Japão nunca ficou de fora do torneio. Tendo a coletividade como princípio fundamental, os Samurais são um espetáculo de sintonia em campo e podem surpreender neste Mundial.

Em suas sete participações anteriores, a equipe avançou às oitavas de final quatro vezes, mas nunca venceu uma partida de Copa na fase de mata-mata. Com uma fase eliminatória a mais em 2026, a seleção japonesa precisará vencer duas partidas para além da fase de grupos para conquistar seu melhor resultado histórico.

Como principal seleção da Ásia, a equipe foi a primeira a conquistar a vaga na Copa, com exceção dos países-sede. O Japão venceu todas as seis partidas que jogou na segunda fase das classificatórias do continente, marcando 24 gols sem sofrer nenhum. Na terceira fase, só encontrou resistência contra a Austrália, contra quem somou um empate e uma derrota, mas ainda garantiu o primeiro lugar do grupo e a classificação.

No Grupo F, o Japão, atual 18º no ranking da Fifa, enfrentará a Holanda (7º), a Suécia (38º) e a Tunísia (44º). Os confrontos contra as seleções europeias, porém, podem se mostrar justamente o trunfo dos japoneses: o Japão não perde uma partida contra uma seleção europeia (exceto pênaltis) desde a Copa do Mundo de 2018, quando foi eliminado pela Bélgica nas oitavas de final.

A seleção japonesa estreia no torneio contra a Holanda, no dia 14 de junho (domingo), às 17h (horário de Brasília).

O mestre Hajime Moriyasu

Hajime Moriyasu é o técnico mais longevo do futebol japonês | Foto: Divulgação Associação Japonesa de Futebol / CP

No comando da seleção desde 2018, Hajime Moriyasu é o técnico mais longevo do futebol japonês, somando 103 partidas como treinador. A principal característica da equipe de Moriyasu é a coletividade e a química, que transcendem a troca de gerações de jogadores.

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O Japão joga como uma única unidade coesa e disciplinada, com alto nível tático e técnico. A seleção japonesa também é excelente marcando a saída de bola adversária e a transição para o campo de ataque, sendo uma adversária perigosa para as equipes que “jogam e deixam jogar".

Quem pode fazer a diferença

Excelente driblador, Mitoma se destaca nos duelos individuais | Foto: Divulgação Associação Japonesa de Futebol /CP

Apesar de valorizar o jogo coletivo sobre o individual, o Japão ainda tem nomes que podem fazer a diferença neste Mundial.

Um dos principais é Kaoru Mitoma, ponta-esquerda do Brighton. Aos 28 anos, o jogador é veloz, inteligente e um grande driblador. Nas disputas de um contra um, ele pode colocar a equipe em vantagem. Na ponta oposta, Takefusa Kubo fez uma excelente temporada na Real Sociedad, incluindo o título na Copa do Rei.

Se a decisão for para os pênaltis, como a que resultou na eliminação japonesa em 2022, pode ser o momento de Zion Suzuki se provar. O goleiro assumiu o posto na Copa da Ásia de 2023, com apenas 19 anos. Ele deixou muito a desejar no torneio, mas evoluiu muito desde então, se consolidando como mais uma peça confiável na seleção. Ele tem explosividade e bons reflexos a seu favor, mas ainda não foi testado em decisões deste nível.

Jogos do Japão no Grupo F

14 de junho (domingo)

Holanda x Japão - Dallas – 17h

21 de junho (domingo)

Tunísia x Japão - Monterrey – 01h

25 de junho (quinta-feira)

Japão x Suécia - Dallas – 20h