Oito anos depois da sua estreia no Mundial, o Panamá volta à Copa do Mundo. A equipe é a única representante da América Central na competição, aproveitando as vagas adicionais nas qualificatórias, em decorrência dos três países-sede serem integrantes da Concacaf.
A equipe conquistou a vaga na Copa ao terminar em primeiro lugar do Grupo A, com uma campanha invicta: foram sete vitórias e três empates. Porém, resta saber se a equipe terá o mesmo sucesso contra adversários mais consagrados.
Em 2018, a Maré Vermelha foi duramente subjugada por adversários muito superiores na fase de grupos: Inglaterra, Bélgica e Tunísia. Desta vez, a equipe terá mais um grupo difícil, mas o sonho de conquistar seu primeiro ponto (ou até sua primeira vitória) no Mundial segue vivo.
Segundo a Fifa, o Panamá é a 34ª seleção do ranking mundial. No grupo L, a equipe enfrentará as gigantes Inglaterra (4ª) e Croácia (11ª), mas também terá a chance de mostrar sua força contra Gana (73ª), sua adversária da estreia. A primeira partida do Panamá no Mundial será às 20h (de Brasília) do dia 17 de junho (quarta-feira).
Uma cultura construída com paciência
Apesar de não ter conseguido levar o Panamá à Copa do Mundo de 2022, Thomas Christiansen teve a oportunidade de continuar seu trabalho com a seleção. No comando da equipe desde 2020, o técnico dinamarquês não teve tempo de estabelecer sua visão em seus últimos dois trabalhos, tendo durado menos de um ano tanto no Leeds United quanto no Royale Union Saint-Gilloise, da Bélgica.
Em seis anos com a seleção panamenha, o treinador conseguiu resultados positivos, chegando às semifinais da Liga das Nações da Concacaf em 2023 e 2024 e às finais da Gold Cup de 2023 e da Liga das Nações de 2025. Neste período, o técnico ajudou a construir uma cultura e uma identidade para a seleção.
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Christiansen jogou sob o comando de Johan Cruyff no Barcelona e sua filosofia de jogo carrega muito do que aprendeu com o antigo mentor. O Panamá joga a partir de uma estrutura sólida, com foco na retenção da posse de bola e na compactação da defesa.
O ataque, no entanto, ainda precisa evoluir. A equipe não conta com um artilheiro clássico, que possa fazer a diferença sozinho. Parte disso se deve a uma falta de talento jovem no elenco. A equipe tem a maior média de idade do Mundial, 30 anos, e não conta com nenhum jogador com menos de 24 anos.
Adalberto Carrasquilla, o homem do meio-campo
Aos 27 anos, Adalberto Carrasquilla faz parte da metade “jovem” do elenco panamenho. Conhecido como “Coco”, o jogador foi reconhecido com o prêmio de Jogador do Ano da Concacaf em 2024.
Na seleção, ele faz a transição entre a defesa e o ataque com alto nível técnico e disposição física. No entanto, uma lesão sofrida em maio, pelo Universidad Nacional (México), ameaça a presença do jogador no início do torneio.
Convocados:
Goleiros: Orlando Mosquera (Al-Fayha), Luis Mejía (Nacional) e César Samudio (CD Marathón).
Defensores: César Blackman (Slovan Bratislava), Jorge Gutiérrez (Deportivo La Guaira), Michael/Amir Murillo (Besiktas), Fidel Escobar (Saprissa), Andrés Andrade (LASK Linz), Edgardo Fariña (Nizhny Novgorod), José Córdoba (Norwich City), Eric Davis (Plaza Amador), Jiovany Ramos (Academia Puerto Cabello) e Roderick Miller (Turan).
Meio-campistas: Aníbal Godoy (San Diego FC), Adalberto Carrasquilla (Pumas), Carlos Harvey (Minnesota United), Cristian Martínez (Ironi Kiryat Shmona), José Luis Rodríguez (Juárez), César Yanis (Cobresal), Yoel Bárcenas (Mazatlán), Alberto Quintero (Plaza Amador) e Azarías Londoño (Universidad Católica).
Atacantes: Ismael Díaz (León), Cecilio Waterman (Coquimbo Unido), José Fajardo (Universidad Católica) e Tomás Rodríguez (Saprissa).
Jogos do Panamá no Grupo L
17 de junho (quarta-feira)
Gana x Panamá – Toronto – 20h
23 de junho (terça-feira)
Panamá x Croácia – Toronto – 20h
27 de junho (sábado)
Panamá x Inglaterra – New York/New Jersey – 18h