Elas não são exatamente favoritas. Longe disso, na maioria dos casos se avançarem à segunda fase já terá sido uma grande surpresa. Em teoria, as 48 seleções que vão participar da Copa do Mundo de 2026 têm a mesma chance de levantar o troféu no dia 19 de julho. A prática, como se sabe, é um tanto diferente. Se levada em conta o ranking da Fifa, cinco seleções são consideradas as grandes zebras da competição.
A lista da entidade leva em conta uma série de fatores para determinar qual seleção lidera o ranking e qual está no final da lista. Entre os critérios, estão a “força relativa do time”, a importância dos jogos disputados, o resultado e o resultado esperado das partidas.
Assim, das 48 seleções, as cinco piores colocadas são:
Cabo Verde – 68º no ranking
Cabo Verde, o país, declarou independência apenas em 1978. Logo, mesmo na comparação com outras seleções africanas, o histórico e a experiência são recentes. Na Copa do Mundo de 2022, no Catar, a bola bateu na trave. A vaga parecia que viria, mas um empate na última rodada com a Nigéria adiou o sonho. Desta vez deu tudo certo e a seleção será uma das debutantes no Mundial. A campanha nas Eliminatórias, quando venceu todos os jogos em casa sem levar um gol sequer, mesmo contra rivais de peso como Camarões e Angola, indica que a posição no ranking não pode ser traduzida para desempenho dentro de campo. Quem achar que Cabo Verde será um saco de pancadas para Espanha, Uruguai e Arábia Saudita, pode se surpreender.
Gana – 73ª no ranking
O fato de Gana estar entre as cinco piores seleções da Copa do Mundo de acordo com o ranking da Fifa fala mais sobre o ranking do que sobre Gana. Afinal de contas, a própria história dos Mundiais não indica colocar a seleção africana nas últimas páginas. Não que o histórico recente seja bom, é verdade. Afinal de contas, o time não vence um jogo desde outubro do ano passado. De lá para cá, foram seis amistosos com cinco derrotas e um empate, na terça-feira, contra o País de Gales. Ainda assim, é uma seleção com certa tradição no Mundial. Desde que se classificou para a sua primeira Copa, em 2006, só não esteve no Mundial de 2018, na Rússia. Em 2010, na África do Sul, teve sua melhor colocação, quando foi às quartas de final e caiu em um jogo maluco, no qual perdeu nos pênaltis para o Uruguai. Está no Grupo I, junto de Inglaterra, Croácia e Panamá.
- Em busca da terceira final consecutiva, França lidera o Grupo I da Copa do Mundo
- Confira os 12 grupos da Copa do Mundo de 2026
- Os números da Copa de 2026: Recorde de estreantes, 22 campeões e atletas de 71 países
Haiti – 82º no ranking
Mais de 50 anos depois de sua estreia em Copas do Mundo, o Haiti está de volta ao Mundial. A esperança dos torcedores é de um desempenho melhor do que aquele visto em 1974. Ou seja, se empatar um jogo que seja, já terá sido melhor. Naquela edição, foram três derrotas, dois gols a favor e 14 contra. Com pouca tradição no cenário do futebol, o país acabou beneficiado pelo fato de a competição se dividir entre três países da América do Norte, abrindo mais vagas para a Concacaf. Ainda assim, mostrou competência ao deixar pelo caminho adversários mais acostumados ao torneio, como Honduras e Costa Rica. Nessa semana, aplicou 4 a 0 na Nova Zelândia, mas é pouco provável que seja o suficiente para avançar em um grupo no qual terá pela frente Marrocos, Escócia e, é claro, o Brasil, seu adversário.
Curaçao – 83º no ranking
De todas as 48 seleções, Curaçao talvez seja a grande surpresa na Copa do Mundo. Muito em parte por ser uma seleção recente. Até 2010, os atletas defendiam as cores das Antilhas Holandesas nas Eliminatórias da Concacaf. Com a dissolução do país, a equipe disputou, como Curaçao, uma vaga na Copa de 2010, sem sucesso. Sem Estados Unidos, México e Canadá pelo caminho (os países sede tinham vaga garantida), a classificação ficou mais viável, mas ainda assim foi preciso passar por seleções com mais tradição, como Jamaica e Trinidad e Tobago. Deu, no entanto, o azar de cair em um grupo que deve complicar pretensões maiores, já que terá pela frente Alemanha, Equador e Costa do Marfim.
Nova Zelândia – 85ª no ranking
A Nova Zelândia vai para a sua terceira Copa do Mundo e é bem provável que nem os próprios torcedores tenham muita expectativa de que o tabu de nunca ter vencido um jogo na competição seja quebrado desta vez. Ao longo das edições de 1982 e 2010, jogou seis vezes, perdeu três e empatou três. Fez quatro gols e tomou 14. Em um grupo que tem ainda Bélgica, Egito e Irã, deve ter dificuldades em avançar de fase. A campanha nas Eliminatórias foi ótima, com várias goleadas: 8 a 0, 8 a 1, 7 a 0. Mas era contra adversários como Taiti, Vanuatu e Samoa. Nessa semana, em amistoso preparatório, levou 4 a 0 do Haiti. Do Haiti. O que não surge como um bom presságio.