A seleção de futebol da República Democrática do Congo garantiu seu retorno à uma Copa do Mundo depois de 52 anos, e de maneira heróica. A vaga começou a virar realidade aos 9 minutos da prorrogação, quando Tuanzebe balançou as redes da Jamaica em jogo válido pela repescagem intercontinental. Antes disso, a equipe também conseguiu uma classificação dramática nos pênaltis contra a Nigéria nos playoffs africanos.
O responsável pelo triunfo dentro de campo é o francês Sébastien Desabre, treinador de 49 anos que assumiu o comando em 2022 e conseguiu extrair o máximo de um elenco que mistura força física e refino técnico.
A espinha dorsal da equipe conta com atletas que se destacam no competitivo futebol europeu, como o zagueiro e capitão Chancel Mbemba, do Lille da França, o lateral Aaron Wan-Bissaka, do West Ham United e a dupla de ataque, composta pelo dinâmico ponta Yoane Wissa, do Newcastle United, e pelo experiente centroavante Cédric Bakambu,do Real Betis da Espanha.
Preparação e desempenho recente
Nos testes preparatórios que antecederam o torneio, a equipe demonstrou consistência ao acumular cinco vitórias, três empates e três derrotas em onze amistosos disputados. Esse desempenho sólido reflete o amadurecimento conquistado na última Copa Africana de Nações, competição na qual os congoleses mostraram grande espírito competitivo e alcançaram as oitavas de final, caindo apenas na prorrogação diante da forte seleção da Argélia.
Jogos do Congo no Grupo K
17 de junho (quarta-feira)
Portugal x Congo - Houston – 14h
23 de junho (terça-feira)
Colômbia x Congo - Guadalajara – 23h
27 de junho (sábado)
Congo x Uzbequistão - Atlanta – 20h30
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O efeito Kidiaba
Além do talento em campo e da estratégia no banco, a delegação congolesa carrega uma dose extra de motivação que vem diretamente de sua comissão técnica com a presença do icônico Robert Kidiaba. O ex-goleiro, algoz eterno do Inter no mundial de 2010, trabalha atualmente na preparação dos arqueiros da seleção, transmitindo sua liderança e vasta experiência internacional para os mais jovens.
Ele se tornou conhecido no futebol durante a histórica semifinal do Mundial de Clubes da FIFA de 2010, quando se consagrou contra o Inter, ao fechar o gol pelo TP Mazembe e comemorar a inédita classificação com a sua famosa e folclórica dança sentada no gramado. Hoje, ele usa a mesma energia para alegrar e motivar o elenco, blindar o vestiário e inspirar os Leopardos a buscarem uma campanha surpreendente nos gramados do Mundial.
Yoane Wissa, a esperança de gols congolesa
Atacante do Newcastle United, Yoane Wissa vive o auge de sua carreira aos 29 anos. Com passagens pelo futebol francês por clubes como Châteauroux, Angers, Ajaccio e Lorient, ele ganhou projeção mundial no Brentford, da Inglaterra. Pelo clube londrino, se tornou o maior artilheiro da história da equipe na Premier League, registrando sua temporada mais avassaladora em 2024–25 com 20 gols anotados em 39 jogos.
O desempenho chamou atenção do Newcastle, que comprou o atacante por 55 milhões de libras. Nesta temporada, não sendo mais a referência do time, ele fez apenas 3 gols e deu 4 assistências.
Para a seleção da República Democrática do Congo, Wissa representa o poder de fogo na linha de frente dos Leopardos. Decisivo e dono de uma velocidade invejável, o atleta foi um dos grandes heróis na campanha histórica que levou o país de volta à Copa do Mundo de 2026, com 4 gols e 3 assistências.