Em um dos grupos mais equilibrados da Copa do Mundo, qualquer tropeço pode custar caro. Por isso, o jogo desta noite, entre Coreia do Sul e República Tcheca, tem caráter decisivo para os dois lados. A partida será disputada em Guadalajara, às 23h (horário de Brasília). Mais cedo, às 14h, pela mesma chave, se enfrentam México e África do Sul.
Os sul-coreanos ostentam até hoje a melhor posição final de uma seleção asiática em Copas do Mundo. Em 2002, quando sediaram o Mundial junto com o Japão, chegaram às semifinais - ainda que cercados de polêmicas de arbitragem. Agora, na tentativa de ir mais longe, a seleção tem em Son Heung-min a sua estrela. Ex-Tottenham e agora no futebol norte-americano (defende o Los Angeles FC), o jogador de 33 anos é a principal alternativa para vencer as defesas adversárias. Ao lado dele, outra estrela em ascensão, que deve iniciar a partida na reserva é o jovem Bae Jun-ho, do Stoke City, da Inglaterra.
Tchecos estavam fora da Copa desde 2006
Duas vezes vice-campeã mundial (ambas ainda como Tchecoeslováquia), a República Tcheca volta à Copa do Mundo depois de um longo hiato. A última participação havia sido em 2006, na Alemanha, quando não passou da fase de grupos, mesmo com um elenco com estrelas do nível dos meias Pavel Nedved e Tomas Rosicky e do goleiro Petr Cech – ficou em terceiro lugar, atrás de Gana e Itália.
Em campo, a equipe trocou de comando recentemente. Ivan Hašek caiu após uma surpreendente derrota para as Ilhas Faroe e Miroslav Koubek assumiu o cargo apenas em dezembro, pouco antes dos playoffs, onde a seleção deixou para trás a Irlanda e a Dinamarca, essa última nos pênaltis.
Investindo nas jogadas de bola aérea e nos contra-ataques, o time aposta em uma defesa reforçada para, antes de mais nada, não sofrer gols. E esperar que lá na frente o atacante Patrik Schick resolva.