A 15 dias da estreia contra o Marrocos na Copa do Mundo, os atacantes Matheus Cunha e Rayan não esconderam a euforia por terem sido convocados para a Copa do Mundo pela primeira vez. “É muito gratificante depois de tudo que eu passei... ver o meu nome na lista dar um passo pro meu sonho”, afirmou Cunha, ressaltando que a chegada à Seleção foi no dia em que completou 27 anos. “É um momento de muita felicidade não só para mim mas acho que para a comunidade também da onde cresci e vivi muito tempo”, celebrou o jovem Rayan de 19 anos.
Os dois também falaram sobre como podem ajudar o time dentro de campo e o papel de Neymar na Seleção, retornando após três anos.
Cunha deixou claro que não deve ser visto como um centroavante fixo, mas como um articulador, função que desempenha na Premier League. “Esse meu segundo ciclo de Seleção acho que é muito mais parecido com o que eu jogo no clube, é muito mais flutuações entre linhas... jogando propriamente como meia”, ressaltou ele, dizendo que pode jogar tanto no sistema 4-2-4, formando uma linha de 4 atacantes ou no 4-3-3, jogando mais recuado. “No Manchester United, por exemplo, eu jogo mais aberto pela esquerda e no processo de criação eu venho por dentro ajudar o Bruno Fernandes”.
Já Rayan se colocou como uma peça móvel para o ataque de Carlo Ancelotti. “Eu jogo nas três posições ali na frente: ponta direita, centroavante, ponta esquerda”, explicou. O jovem também destacou que o pouco tempo de futebol inglês foi fundamental para aprimorar seu jogo sem bola: “O treinador me passou isso, que a gente marca muito e tinha que sair muito de transição... acho que isso me ajudou bastante”, completou.
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O "fator Neymar" e a camisa 10
Os dois também comentaram sobre o retorno de Neymar à Seleção, depois de três anos. Matheus Cunha minimizou qualquer debate sobre a numeração da equipe, focando na honra de servir ao país ao lado do craque. “Assunto de número é muito irrelevante para onde nós chegamos… as questões de números ficam completamente fora do nosso alcance. O número que tiver lá na camisa a gente vai com o maior orgulho possível”. Ele também comentou sobre o desejo de ter todos os jogadores saudáveis para o objetivo final, que é conquistar o hexa.
Rayan, por sua vez, não escondeu a admiração ao descrever o primeiro contato pessoal com o ídolo. “Conhecer o Neymar pela primeira vez pessoalmente... apertar a mão dele, abraçar ele... deu uma tremidinha ali na hora, mas estou muito feliz de estar com ele aqui”. Para o jovem, a presença do veterano é vital: “Eu torço muito que ele recupere muito bem, porque ele é um pilar para a nossa Seleção Brasileira”, finalizou.
A Seleção segue sua preparação em Teresópolis antes do embarque para a Copa do Mundo. A estreia do Brasil é no dia 15 de junho, às 19h, no MetLife Stadium em Nova Jersey.